Metoclopramida e seus efeitos extrapiramidais em crianças / Metoclopramide and its extrapyramidal effects on children

Túlio Bassoli, Renato Lourenço de Medeiros, Ana Clara Viana de Sousa, Gabriel Seixas Carvalho, Gilmara Paiva Quintão Costa, Laura de Araujo Soares, Marina Lourenço de Medeiros, Leandro Véspoli Campos

Abstract


OBJETIVOS: Investigar a segurança da prescrição de metoclopramida para crianças devido aos seus efeitos extrapiramidais (EEPs). RESULTADOS: Após análises de estudos experimentais do uso de metoclopramida em pacientes pediátricos, foi identificado que o uso desse medicamento não é recomendado em crianças, principalmente com idade inferior a 1 ano, e seu uso deve ser a curto prazo com o objetivo de alcançar seu efeito pró-cinético quando outra medicação não tenha sido efetiva11,20,23. DISCUSSÃO: A administração de altas e múltiplas doses da medicação e seu uso crônico estão associadas ao aumento da probabilidade do surgimento de efeitos adversos11. Dentre os efeitos adversos induzidos pela metoclopramida destacam-se sonolência, inquietação e, principalmente, reações extrapiramidais22 como distonias e discinesias. Além disso, a taxa de notificação para esses distúrbios é estimada como sendo seis vezes mais elevada em crianças do que em adultos. Apesar de todos os fármacos antagonistas dos receptores D2 poderem apresentar esse efeito adverso, os riscos de ocorrência são especialmente significativos com o uso da metoclopramida23. Sendo assim, evidências indicam que os riscos da utilização do fármaco em crianças superam os benefícios em condições que requerem tratamento a longo prazo11. CONCLUSÕES: A metoclopramida é um fármaco de baixa segurança, quando prescrito para crianças, devido aos efeitos extrapiramidais proeminentes nessa faixa etária.


Keywords


Extrapiramidal, Metoclopramida, Crianças, Antiemético.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n10-238

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