As “Minorias” nos Espaços de (Re) Existência / The “Minorities” in the Spaces of (Re) Existence

Valéria Soares Martins, Jeanes Martins Larchert

Abstract


Este texto é fruto das análises das informações obtidas durante a pesquisa-ação realizada durante o Movimento Ocupa ocorrido entre os meses de outubro a dezembro de 2016. Trazemos para o momento atual o debate sobre o movimento estudantil Ocupa, para refletirmos sobre as situações de opressão vividas pelos jovens que participaram do movimento em um período conhecido como “Primavera Estudantil”. Como percurso metodológico trilhamos os procedimentos da pesquisa-ação referenciada por Thiollent 2000), o envolvimento participativo deu-se nas diversas atividades no/do Movimento, ao mesmo tempo que resolvíamos questões políticas e de relações interpessoais íamos (re) planejando as próximas ações. O público participante foi constituído por estudantes considerados ‘excluídos’ da elite acadêmica apelidados como indisciplinados, problemáticos, rebeldes, partidários a causas anarquistas. Articulados em coletivos chegaram com a pauta das opressões históricas sofrida, reivindicaram seus conteúdos de afirmação como cidadãos, estabeleceram novos parâmetros de convivência social sustentado na democracia participativa e exigiram da universidade o respeito as suas identidades. Ao final do movimento e da pesquisa concluímos que os Coletivos das minorias, devem continuar a produzir espaços de resistência criativa, espaços de vivências educacional, político e social, resultando em uma alternativa verdadeira para o campo da representativa.


Keywords


Ensino superior, juventudes, resistência.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n9-186

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