Caracterização e aceitação sensorial de banana prata (musa paradisiaca) produzida em sistemas orgânico e convencional / Sensory characterization and acceptance of prata banana (musa paradisiaca) produced in organic and conventional systems

Maria Eliene da Silva Campelo, Ana Cristina da Silva Morais, Jânio Florêncio da Silva, Antonio Maicom Chaves Sousa, José Wilson Nascimento de Souza

Abstract


A serra do Maciço de Baturité tem um clima que favorece o cultivo de várias culturas permanentes, onde a bananicultura apresenta maior destaque. Os produtores em sua maioria produzem em sistemas agroecológicos, com poucos tratos culturais e sistemas mais naturais possíveis, praticamente em extrativismo. Assim, este estudo tem como objetivo analisar a aceitação e as características sensoriais de banana Prata (Musa paradisiaca) produzida em sistema orgânico (BPO) e comparar com a banana Prata cultivada em sistema convencional (BPC). A pesquisa consistiu na avaliação da aceitação e caracterização sensorial pelo método CATA (Check-all-that-apply), de duas amostras de banana Prata (orgânica e convencional), em estádio de maturação grau 6 (fruto com casca amarela), por 100 consumidores. O nível de adequação dos atributos firmeza da polpa e doçura foi verificado com a escala relativa ao ideal de 7 (sete) pontos e a atitude de compra foi avaliada com a escala de 5 (cinco) pontos. A amostra BPO apresentou firmeza da polpa mais forte que o ideal, enquanto a da BPC estava ideal. A doçura das duas estava mais fraca que o ideal. As características sensoriais das amostras foram similares. No entanto, a aceitação e a intenção de compra das amostras foram similares, com médias maiores que 4 (‘gostei’ e ‘provavelmente compraria’, respectivamente). Os consumidores perceberem poucas distinções nas características sensoriais das amostras de banana, onde a produzida no sistema orgânico apresentou a mesma aceitação sensorial da banana produzida no sistema convencional.


Keywords


fruticultura, agroecologia, análise sensorial, Maciço de Baturité.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n9-116

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