Determinação do Percentual de Cobertura Arbórea (PCA) e do Índice de Cobertura Arbórea por Habitante (ICAH) para a área urbana de São Gabriel – RS, através de imagens do satélite Rapideye / Determination of the Percentage of Arboreal Coverage (PCA) and the Arborative Coverage Index by Inhabitants (ICAH) for the urban area of São Gabriel - RS, through images of the satellite Rapideye

Italo Filippi Teixeira, Everton Bastos Gonçalves

Abstract


Este artigo teve como objetivo determinar o Percentual de Cobertura Arbórea (PCA) e o Índice de Cobertura Arbórea por Habitante (ICAH) para a área urbana do município de São Gabriel-RS. Foram utilizadas imagens dos satélites RapidEye para obtenção destes índices. A avaliação resultou em um Percentual de Cobertura Arbórea (PCA) para toda a área urbana de 12,27%. Analisando-se este índice por bairro observou-se que nenhum atingiu os 30% preconizados pela literatura para uma boa qualidade térmica assim como quando estabelecido apenas para praças apresentou valores inferiores de 1% caracterizando-se como um “deserto florístico”. O Índice de Cobertura Arbórea por Habitante (ICAH) obtido foi de 86,86 m²/hab, valor acima dos 15 m²/hab recomendado pela Sociedade Brasileira de Arborização Urbana para assegurar a qualidade ambiental, porém devido a uma irregular distribuição da vegetação arbórea devem-se agregar a este índice outros fatores para uma análise mais ampla e fidedigna da realidade ambiental do município.

Keywords


Arborização urbana, Espaços livres Públicos, Georreferenciamento;

References


ALVES, D. B.; FIGUEIRÓ, A.S. 2014.Variation of horizontal structure of vegetation cover in the urban area of Santa Maria, Rio Grande do Sul State, Brazil, between 1980 and 2011. REVSBAU, Piracicaba – SP, v. 9, n.1.

AZA, N. M. F. 2016. Análise da relação entre a distribuição espacial da cobertura arbórea urbana e variáveis socioeconômicas, Ipatinga-MG. 2016. 71f. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa.

CERTEAU, M. DE. 2000. A invenção do cotidiano - Artes de fazer. 3ª ed. Petrópolis: Editora Vozes. 351 p.

ESTÊVEZ, L. F.; NUCCI, J. C. 2015. A questão ecológica urbana e a qualidade ambiental urbana. Revista Geografar, Curitiba, v.10, n.1, p.26-29.

FLORENZANO, T.G. 2011. Iniciação em Sensoriamento Remoto. 3ª ed. São Paulo: Oficina de Textos, 123 p.

GOMES, M.F.; QUEIROZ, D.R.E. 2011. Avaliação da cobertura vegetal arbórea na cidade de Birigui com emprego de técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto. Revista Geografar, Curitiba, v.6, n.2, p.93-117.

GONÇALVES, W; PAIVA, H. N. 2002. Florestas urbanas: planejamento para melhoria da qualidade de vida. Viçosa, MG: Aprenda Fácil.177 p.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010: famílias e domicílios – resultados da amostra. 2010. Disponível em: . Acesso em: 26 maio 2019.

LEDESMA, M. 2008. Arbolado público, Conceptos, Manejo. Córdoba-AR: Estación Forestal INTA Villa Dolores. 77 p.

LEFF, E.2000. Saber Ambiental. 2.ed. Petrópolis: Editora Vozes. 343 p.

LIMA NETO, E. M.; SOUZA, R. M. 2009. Índices de densidade e sombreamento arbóreo em áreas verdes públicas de Aracaju, Sergipe. REVSBAU, Piracicaba, v.4, n.4, p. 47-62.

LINDENMAIER, D. S.; SOUZA, B. S. P. 2015. Avaliação da cobertura vegetal arbórea em Cachoeira do Sul/RS: índice e distribuição espacial do elemento verde na paisagem urbana. Geografia Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 19, n. 3, p. 79-88.

LUCHIARI, A. 2001. Identificação da Cobertura Vegetal em Áreas Urbanas por Meio de Produtos de Sensoriamento Remoto e de um Sistema de Informações Geográficas. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, n. 14, p. 47-58.

MCPHERSON, E. G.; SIMPSON, G. R. A comparison of municipal forest benefits and costs in Modesto and Santa Monica. Urban Forestry and Urban Greening, v.1, p.61-74, 2002.

MCPHERSON, G.; NOWAK, D; HEISLER, G.; GRIMMOND, S.; SOUCH, C.; GRANT, R.; ROWNTREE, R. Quantifying urban forest structure, function, and value: the Chicago Urban Forest Climate Project. Urban Ecosystems, v. 1, p. 49-61, 1997.

NUCCI, J. C. Qualidade ambiental e adensamento urbano: um estudo de ecologia e planejamento da paisagem aplicado ao distrito de Santa Cecília (MSP). 2ª ed. São Paulo: Ed.Humanitas/FFLCH/ USP, 2008, 150 p.

OKE, J.B. Absolute spectral energy distributions for white qwarfs. The Astrophysical Journal Supplement, n. 236, v.27, p.21-35, 1974.

PEREIRA, C. P.; ROCHA, R. J.; MENGUE, V. P. Comparação de índices e espacialização da cobertura vegetal arbórea dos bairros Centro de duas metrópoles brasileiras: Belo Horizonte e Porto Alegre. REVSBAU, Piracicaba, v. 5, n. 1, p. 106-125, 2010.

PIZZOL, K.M.S.DE A. A dinâmica urbana: uma leitura da cidade e da qualidade de vida no urbano. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v.7.n.17, p. 1 - 7, 2006.

SÃO GABRIEL. Plano Diretor (Lei Complementar Nº 002/08, de 02 de junho de 2008). Disponível: www.saogabriel.rs.gov.br/. Acesso em: 01 de maio de 2017.

SARQUIS, I.R.; VAZQUEZ, G.H.; VANZELA, L.S Avaliação quantitativa da cobertura arbórea dos bairros centrais de Macapá (AP). RBCIAMB, n.40, p. 27-42, 2016.

SBAU – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ARBORIZAÇÃO URBANA. “Carta a Londrina e Ibiporã”. Boletim Informativo, v. 3, n. 5, p. 3, 1996.

SCHUTZER, J.G.2012. Cidade e meio ambiente: A apropriação do relevo no desenho ambiental urbano. São Paulo: Edusp, 328 p.

SPRING: 1996. Integrating remote sensing and GIS by object-oriented data modelling. Camara G, Souza RCM, Freitas UM, Garrido J. Computers & Graphics, 20: (3), p. 395-403.

TUCCI, C. E. M. 2008. Águas urbanas. Estudos avançados, São Paulo, v.22, n.63, p.97-112.

YOUNG, R. F. 2010. Managing municipal green space for ecosystem services. Urban Forestry & Urban Greening. Elsevier GmbH, v. 9, p.313-321.

WHOQOL GROUP.1994. The development of the World Health Organization quality of life assessment instrument (the WHOQOL). In: Orley J, Kuyken W, editors. Quality of life assessment: international perspectives. Heidelberg: Springer Verlag; p 41-60.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n9-009

Refbacks

  • There are currently no refbacks.