Análise das propriedades físico-químicas e atividade biológica de méis de diferentes regiões do estado do Ceará / Analysis of physicochemical properties and biological activity of honeys from different regions of the state of Ceará

Francinildo da Silva Brito, Maria da Conceição Tavares Cavalcanti Liberato, Renata Almeida Farias, Geovana Costa Aguiar, Álvaro Ventorini Vasconcelos, Kamila de Lima Barbosa, Ayrton Augusto Marques dos Santos

Abstract


O mel sempre será um alimento muito consumido pelo homem porque este percebeu seus vários benefícios, além de ser um produto natural, é saboroso e nutritivo. As abelhas o produzem a partir de suas secreções que se nutrem do néctar das flores. Este maravilhoso alimento é utilizado na prevenção e no combate de várias doenças, tornando-se um ótimo energético, bactericida, entre outros benefícios a saúde. Porém, o mel, pode ser facilmente adulterado, prejudicando nas suas propriedades. Uma das principais propriedades diz respeito aos compostos fenólicos, pois atuam como antioxidantes combatendo os radicais livres e podem impedir a ação da Enzima Acetilcolinesterase (AChE), causador pelo desgaste do neurotransmissor acetilcolina (ACh), nos portadores da Doença de Alzheimer (DA). Essa pesquisa tem por objetivo acrescentar mais informações e analisar a qualidade dos méis de diferentes regiões cearenses, assim como, a atividade biológica dos mesmos. Para análise da qualidade dos méis foram utilizados os testes físico-químicos de Lund, Lugol, Fiehe e Acidez, e para a determinação da atividade antiacetilcolinesterase baseou-se no método de Ellman e colaboradores (1961), adaptado por RHEE et al. (2001). No teste de Lund todos os méis apresentaram precipitações dentro do permitido. No teste de Lugol, o mel de Trairi apresentou variação de coloração. Nos resultados da Reação de Fiehe, os méis de Santana do Cariri e Várzea Alegre apresentaram presença de HMF. Na atividade antiacetilcolinesterase, com exceção do mel de Várzea Alegre (6 mm), todos os méis investigados mostraram valores de inibição próximos do padrão, o alcaloide fisostigmina (9 mm). A maioria dos méis analisados apresentou bons resultados para o teste de atividade antiacetilcolinesterase, sendo possível o uso como alimento funcional inclusive no tratamento da Doença de Alzheimer.


Keywords


Mel, Doença de Alzheimer, antioxidante.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n8-358

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