Avaliação do desperdício em unidade de alimentação e nutrição de instituição hospitalar pública em Brasília-DF/ Evaluation of waste in a food and nutrition unit of a public hospital institution in Brasília-DF

Igor Chianca Alves, Isabela Nogueira Martins Sena Rios, Raquel Adjafre da Costa Matos

Abstract


O desperdício em uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) está relacionado a uma série de itens, como o planejamento errado do cardápio, preferências sobre alimentos, treinamento dos colaboradores, número de clientes/dia e a porção das preparações. Sobras são os alimentos que foram distribuídos, e que não foram consumidos e resto é a quantidade deixada no prato pelo comensal. Objetivou-se neste trabalho analisar o desperdício através dos restos e sobras acumuladas no almoço de uma UAN hospitalar pública em Brasília - DF. Para isso foi feito um estudo descritivo transversal com coleta de dados primários, nos dias 17, 20 e 30 de março de 2017, de forma aleatória (randomizada), na UAN de um hospital público situado em Brasília-DF aonde foram realizados respectivamente 794, 844 e 818 almoços. Os resultados mostraram que o resto foi classificado entre ótimo (0 a 3%) e bom (3,1 a 7,5%). Quanto às sobras, de 32 preparações, 29 foram classificadas como inaceitáveis (>3%).  Foram feitos apenas os cálculos do impacto econômico do desperdício do prato principal de uma média de 818 almoços, gerando uma economia de quase R$110.000,00/ano. Em 5 anos uma economia de mais de meio milhão de reais. O impacto ambiental apenas das sobras geradas é de aproximados 68,8 kg/dia. Em 30 dias, resultaria em mais de 2 toneladas. Em um ano quase 62 toneladas de lixo gerado. As sobras acumuladas poderiam alimentar centenas de pessoas, existindo preparações que poderiam alimentar mais de 400 pessoas. Foi possível concluir que o desperdício de alimentos leva a um impacto social onde centenas de pessoas poderiam alimentar se do que vai para o lixo, acarretando significativamente danos econômicos e também ambientais.

 


Keywords


Desperdício, Sobra, Resto, Alimentos, Sustentabilidade.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-449

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