Nível de flexibilidade em idosas iniciantes ao programa de exercício físico multicomponente a partir do teste de sentar e alcançar de Wells / Level of flexibility in elderly beginners to the multicomponent physical exercise program from the Wells sitting and reaching test

Fabio Amorim Moreno, Bruna Massaroto Barros, Jonatas Bezerra de Azevedo, Marcelo Martins Kalytczak, Mauricio Pires de Araújo, Alexandre Arantes Ubilla Vieira, Celso Luiz Bastos, Antônio Sergio Milani, Fábio Rodrigo Ferreira Gomes, Frank Shiguemitsu Suzuki

Abstract


O objetivo do presente estudo foi o de classificar a flexibilidade de idosas participantes de um programa multicomponente realizado nas dependências da Universidade Nove de Julho com a tabela de referência da Canadian Standadizes Test of Fitness, afim de comparar a flexibilidade dessas idosas com os resultados de quatro estudos científicos que testaram a flexibilidade em idosas fisicamente ativas, verificando se a influência do programa de exercício físico pode estar associado a flexibilidade. O teste de flexibilidade empregado foi o de sentar e alcançar (TSA), proposto por Wells & Dillon (1992), muito utilizado em avaliações de flexibilidade por ser de fácil aplicação, e de baixo custo. É aplicado por meio do Banco de Wells, e verifica o nível de flexibilidade da região inferior da coluna lombar e da região posterior da coxa. Métodos: Foram participantes 17 idosas com idade ≥ 60 anos. Após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) as participantes foram submetidas ao TSA. Os resultados foram plotados no software Excell® e média±desvio padrão foram calculados. Os níveis de flexibilidade foram classificados de acordo com os valores de referência para mulheres do Canadian Standardized Test of Fitness (CSTF), bem como os níveis de flexibilidade obtidos nos quatros estudos científicos para comparação. Resultados: A média de distância obtida no TSA realizado pelas idosas no presente estudo foi de 16,94±8,82cm, classificada como “RUIM” de acordo com a tabela de referência da CSTF. Na comparação da média de flexibilidade obtida no presente estudo com os resultados da flexibilidade (20,5±12,2cm, “RUIM”) de Mendonça et. al. (2006) observa-se que o resultado do presente estudo apresenta a mesma classificação. Já quando os resultados foram comparados com o estudo de Rodrigues et al. (2005), que apresentou nível de flexibilidade de 30,9±6,8cm, classificada como “ACIMA DA MÉDIA”, mostrou-se melhor em relação aos resultados do presente estudo. Na comparação com os resultados de PACHECO et al., (2005), mostrou que o resultado do presente estudo apresenta a mesma classificação do nível de flexibilidade de 22±5cm, “RUIM”. E SILVA & RABELO (2006) observou-se que apresentou nível de flexibilidade de 30,2±5,2cm, classificada como “MÉDIA”, mostrou-se melhor em relação aos resultados do presente estudo. Conclusão: Esses dados sugerem que com o avanço da idade, o nível de flexibilidade pode reduzir, com níveis semelhantes entre idosas fisicamente ativas e inativas. Faz-se necessário a realização de mais testes comparativos para verificação de possíveis modalidades esportivas ou programas de atividades físicas proporcionem melhora no desempenho e no aumento da flexibilidade da população de mulheres idosas.

 

 


References


AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. A quantidade e o tipo recomendado de exercícios para o desenvolvimento e a maturação da aptidão cardiorespiratória e muscular em adultos saudavéis. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. 1998, v.4, n.3, p.96-106.

CANADIAN MINISTRY OF STATE, FITNESS AND AMATEUR SPORT. Canadian Standardized Test of Fitness. Autority of the Minister of State, Fitness and Amateur Sport. Operation's Manual. 1987, 3 ed.

CIOLAC EG; GUIMARÃES GV. Importância do Exercício Resistido para o Idoso. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. 2002, v.12, n.6, p. 15-22.

COIMBRA CMS; COIMBRA MGR. O método Pilates e a flexibilidade em idosos. Brazilian Journal Publicações. 2019, v.4, n.10, p. 21938-21943.

CRISTOPOLISKI F; SARRAF TA; DEZAN VH; PROVENSI CLG; RODACKI ALF. Efeito transiente de exercícios de flexibilidade na articulação do quadril sobre a marcha de idosas. Rev Bras Med Esporte [online]. 2008, v.14, n.2, p. 139-144.

FREIRE P. Pedagogia da Autonomia - Saberes Necessários à Prática Educativa Editora Paz e Terra. Coleção Saberes. 1996, 36 ed.

LUZ NETO TA.; SUZUKI FS; TRINDADE GRGN; OLIVEIRA FILHO A; TRINDADE BO. Teste de 6 minutos: possíveis parâmetros para elaboração de um programa de caminhada para idosos. Coleção pesquisa em educação física. 2009, v. 8, n. 5, p. 103-108.

MENDONÇA TT; ITO RE; BARTHOLOMEU T; TINUCCI T; FORJAZ CLM. Risco cardiovascular, aptidão física e prática de atividade física de idosos de um parque de São Paulo. R. bras. Ci e Mov. 2004, v. 12, n. 2, p.19-24.

PACHECO MDA; CESAR MC; OLIVEIRA JUNIOR AV; STORER IA. QUALIDADE DE VIDA E PERFORMANCE EM IDOSOS: ESTUDO COMPARATIVO. Saúde em Revista, Piracicaba. 2005, v. 7, n. 17, p. 47-52.

PEREIRA DW; TAVARES JT; SUZUKI FS.SLACKLINE: SAÚDE, AVENTURA E EMOÇÃO PARA OS IDOSOS. Pensar a prática. 2016, v.19, n.2, p. 328-338.

RODRIGUES C; BORIN JP; PADOVANI CRP; PADOVANI CR. APTIDÃO FÍSICA DE MULHERES IDOSAS: ESTUDO A PARTIR DE AULAS RECREATIVAS DE KARATÊ-DO. Saúde em Revista, Piracicaba. 2005, v. 7, n. 17, p. 41-45.

SILVA M; RABELO HT. Estudo comparativo dos níveis de flexibilidade entre mulheres idosas praticantes de atividade física e não praticantes. MOVIMENTUM - Revista Digital de Educação Física, Ipatinga. 2006, v.1.

SIQUEIRA FV; FACCHINI LA; PICCINI RX; TOMASI E; THUMÉ E; SILVEIRA DS; VIEIRA V; HALLAL PC. Prevalência de quedas e riscos associados. Rev Saúde Publica. 2007, v.41, n.5, p. 749-756.

WEINECK J. Fundamentos Gerais da Biologia do Esporte para Infância e Adolescência. Biologia do Esporte. 1991, p. 247-295.

WELLS KF; DILLON EK. The sit and reach – a test of back and leg flexibility. Res Q. 1992, v. 23, p. 115 – 118.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-401

Refbacks

  • There are currently no refbacks.