A experiência logopática dos conceitos na complexidade narrativa da série dark / The logopathical experience of concepts in the dark series narrative complexity

Stamberg José da Silva Júnior

Abstract


Entendendo o audiovisual enquanto produção de cognição logopática, ou seja, aquela capaz de, por meio dos afetos/sensações (pathos) produzir conceitos/conhecimento (logos), pretendemos discutir a imagem como “elemento essencial de acesso ao mundo” (CABRERA, 2006, p. 16). Não se trata simplesmente de se emocionar com a narrativa audiovisual, mas de encontrar nela um potencial cognitivo capaz de auxiliar a percepção subjetiva e a apreensão de conceitos filosóficos por meio da imagem. Podemos conhecer algo sobre o mundo e sobre nós mesmos a partir da tela do cinema, afinal “apenas os homens muito ingênuos podem acreditar que a natureza humana possa ser transformada em uma natureza puramente lógica” (NIETZSCHE, 2004, p. 38). Conceitos filosóficos podem, assim, ser apreendidos a partir de uma experiência sensitiva com a narrativa audiovisual. Na compreensão de que não há por que excluir as artes, a literatura e o cinema em seus intuitos de esclarecimento conceitual, de acordo com as suas diferentes possibilidades expressivas, é que pretendemos discutir como a complexidade narrativa da série Dark (2017) pode produzir conhecimento a partir de uma experiência lógica e afetiva simultaneamente.

Keywords


Narrativa de Ficção Seriada, Audiovisual, Logopatia, Conhecimento, Dark, Nietzsche.

References


AZUBEL, Larissa. Uma série de contos e os contos em série: o imaginário pós-moderno em Once Upon a Time. Tese (Doutorado em Comunicação Social). Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2017.

CABRERA, Julio. O Cinema Pensa: Uma Introdução à Filosofia através dos filmes. Brasília: Rocco, 2006.

CARRIÉRE, Jean Claude. A Linguagem Secreta do Cinema. Tradução de Fernando Albagli e Benjamin Albagli. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

ESQUENAZI, Jean-Pierre. As séries televisivas. Lisboa: Texto & Grafia, 2011

JOHNSON, Steven. Tudo que é ruim é bom para você: como os games e a TV nos tornam mais inteligentes. Rio de Janeiro, Zahar, 2012.

JOST, François. Do que as séries americanas são sintoma. Porto Alegre: Sulina, 2012.

LARROSA, Jorge. Tecnologias do eu e educação. In: Silva, Tomaz Tadeu. O sujeito da educação. Petrópolis: Vozes, 1994, p.35-86.

MARCONI, Maria de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2003.

NIETZSCHE, F. W. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das letras, 2004. Tradução de Paulo César de Souza.

NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência. Tradução: Antônio Carlos Braga. São Paulo: Escala,

THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. 3ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-359

Refbacks

  • There are currently no refbacks.