Análise do cordel a vida do seringueiro, de José Valentim a partir do pós-colonialismo / Analysis of cordel the life of the rubber tapper, by José Valentim from post-colonialism

Antonio Paulino dos Santos, Arquimar Barbosa de Oliveira, Elias Bezerra de Souza, Fancliene de Sousa Batista, Francisca Lusia Serrão Ferreira, Henrique Pereira Galvão, Lilian Nascimento Martins, Ronilson de Sousa Lopes

Abstract


A Vida do Seringueiro, poema de cordel de José Valentim, poeta amazonense do município de Lábrea. Em seus versos o autor narra a exploração do trabalhador no seringal, capítulo da história conhecido como o “ciclo da borracha”. O objetivo deste artigo é analisar o poema de cordel de Valentim a partir do pós-colonialismo, para isso, faz-se necessário compreender a história do cordel, estudar o momento histórico em que o poeta denuncia e discutir o poema à luz da atualidade, fundamentando em teóricos do pós-colonialismo. O método de estudo foi o bibliográfico, em autores como Antonio Carlos Galvão Silva, na obra O seringal no município de Lábrea, Pedro Pires da Silva, no livro Retratos Sul-Amazônicos: Fragmentos da História do Rio Purus, Thomas Bonnici, no livro Pós-Colonialismo e a literatura, dentre outros. Acredita-se que o poema de José Valentim, datado de 1982, possa ser considerado Pós-Colonial.

 


Keywords


Literatura. Subserviência. Pós-colonialismo. Seringueiro.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-358

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