Resultados de uma intervenção educativa sobre o nível de conhecimento dos trabalhadores da rede municipal de atenção à saúde de uberaba sobre os agravos de notificação compulsória relacionados ao trabalho/ Results of an educational intervention on the level of knowledge of workers in the municipal health care network in uberaba about the compulsory notification againts related to work

Gabriela Souza Faria, Maria Emília Arruda Favarin, Jéssica Carvalho Lima, Luana Rodrigues Rosseto Felipe, Gabriela Rodrigues, Lourdes Auxiliadora de Oliveira, Ana Carolina Silva Ribeiro, Isabel Aparecida Porcatti de Walsh

Abstract


O conhecimento dos agravos relacionados ao trabalho tem importância fundamental nas atividades de vigilância em saúde. As informações escassas sobre a realidade de saúde dos trabalhadores comprometem as prioridades para as políticas públicas, o planejamento e a implementação das ações de Saúde do Trabalhador. Profissionais de saúde ou qualquer cidadão devem registrar nas fichas de notificações as doenças e/ou agravos à autoridade sanitária. O objetivo do estudo foi avaliar os resultados de uma intervenção educativa sobre o nível de conhecimento dos trabalhadores da Rede Municipal de Atenção à Saúde de Uberaba-MG a respeito dos agravos de notificação compulsória relacionados ao trabalho. A pesquisa foi de natureza experimental, explicativa, quantitativa descritiva,e longitudinal. Os locais da pesquisa foram nas unidades de saúde da Rede Municipal de Atenção à Saúde de Uberaba (RMASU). Foi aplicado um questionário pré e pós capacitação, com perguntas de múltipla escolha e outras com justificativas, baseado na Lista Nacional de agravos de Notificação Compulsória, para analisar o nível de conhecimento a respeito da notificação compulsória. A análise dos dados foi efetuada através do programa Microsoft Excel, tratando os dados dos questionários pré e pós capacitação, do apêndice B. As comparações entre os resultados antes e após a capacitação foram realizadas pelo teste de qui-quadrado conforme as varáveis não-paramétricas, com nível de significância de 5%. Houve um aumento 63,8% de conhecimento sobre os agravos de notificações compulsórias relacionados ao trabalho e esse resultado analisado foi confirmado significativo pelo teste de qui-quadrado. Com isso, afirma-se que presente estudo obteve aumento do nível de conhecimento dos Trabalhadores da Rede Municipal de Atenção à Saúde de Uberaba (RMASU) em relação aos agravos de notificação compulsória relacionados ao trabalho após a intervenção educativa nos locais de pesquisa.


Keywords


Notificação compulsória, Saúde do trabalhador, Capacitação em serviço.

References


ANDRADE, L. L. Construção de instrumentos para a documentação do processo de enfermagem em uma clínica de doenças infectocontagiosas [dissertação] [Internet]. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba; 2012. [

BENITO, G. A.V.; FRANZ M. S. Educación Permanente em la Salud. Reflexiones em la perspectiva de la Integralidad. Rev Cubana Enfermeria. v. 26, n. 4, p. 667-9, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Área Técnica de Saúde do Trabalhador Saúde do trabalhador / Ministério da Saúde, Departamento de Atenção Básica, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas, Área Técnica de Saúde do Trabalhador. – Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

BRASIL. Portaria No - 204, de 17 de fevereiro de 2016 - Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos termos do anexo, e dá outras providências. Disponível em: http://www.suvisa.ba.gov.br/sites/default/files/galeria/texto/2016/02/19/Portaria204-2016_NotificacaoCompulsoria_pg24_17fev2016.pdf. Acesso em 20/04/2018.

BRASIL. PORTARIA Nº 777/GM Em 28 de abril de 2004. Dispõe sobre os procedimentos técnicos para a notificação compulsória de agravos à saúde do trabalhador em rede de serviços sentinela específica, no Sistema Único de Saúde – SUS.

CARDOSO, F. A. et al. Capacitação de agentes comunitários de saúde: experiência de ensino e prática com alunos de Enfermagem. Revista Brasileira Enfermagem. Brasília, v. 64, n. 5, p.968-973 out. 2011.

CAVALCANTE, C. A. A. et al. Perfil dos agravos relacionados ao trabalho notificados no Rio Grande do Norte, 2007 a 2009. Epidemiol. Serv. Saúde. Brasília, v. 23, n. 4, p. 741-752, dez. 2014.

CECCIM, R. B. Educação Permanente em Saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface. v. 9, n. 16, p. 161-8, 2005.

da SILVA, G. A.; de OLIVEIRA C. M. G. O registro das doenças de notificação compulsória: a participação dos profissionais da saúde e da comunidade Rev Epidemiol Control Infect. v. 4, n. 3, p. 215-220, 2014.

DIAS, A. G.; CYRINO E. G.; LASTÓRIA J. C. Conhecimentos e necessidades de aprendizagem de estudantes de fisioterapia sobre a hanseníase. Hansen int. v. 32, n. 1, p. 9-18, 2007.

DURIC, P.; ILIC S. Primary care physicians and infectious diseases’ notification. Braz J Infect Dis v. 15, n. 2, p.188, 2011.

FORTUNA, C. M.; et. al. Educação permanente na estratégia saúde da família: repensando os grupos educativos. Rev. Latino-Am. Enfermagem. v. 21, n. 4, p.605-611, jul.-ago. 2013.

GODOI, B. B.; et al. Capacitação de agentes comunitários de saúde no município de Diamantina/MG. Rev. Ciênc. Ext. v.14, n.1, p.54-69, 2018.

JUSBRASIL, art.269 do Código Penal – Decreto Lei 2848/40. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10604851/artigo-269-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940. Acesso em 29/01/2018

MERHY, E. E.; FEUERWERKER L. C. M.; CECCIN R. B. Educación Permanente em Salud: uma estratégia para intervenir em la micropolitica del trabajo em salud. Salud Colectiva. v. 2, n. 2, p. 147-60, 2006.

MOREIRA, M. C. B.; LIMA G. Z. Evolução dos conhecimentos sobre doenças imuno preveníveis de alunos no curso de Medicina da Universidade Estadual de Londrina. Semina Cien Biol Saúde. v. 28, n. 1, p. 15-22, jan-jun 2007.

MUSSE, J. O et al. Avaliação de competências de agentes comunitários de saúde para coleta de dados epidemiológicos. Ciência e Saúde Coletiva, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 525-536, 2015.

NUNES, E. D. Pós-graduação em saúde coletiva no Brasil: histórico e perspectivas. Physis. v. 15, n. 1, p. 13-38, jan-jun 2005.

OMS- Organização Mundial de Saúde. Relatório sobre saúde mental e trabalho. Disponível em:. Acesso em: 18 de abril de 2018.

PICCOLI, C. S. P.; STEIN A. T.; PIVA J. P. Grau de conhecimento e comportamento de universitários gaúchos em relação à HIV/AIDS. Revista AMRIGS. v. 45, n. 1,2, p. 27-32, jan-jun 2001.

PINHEIRO L. M. R. R.; COSTA M. M. S. B.; ENDERS B. C. Um olhar sobre a prática dos núcleos hospitalares de epidemiologia do Município de Natal-RN. Epidemiol Serv Saúde. v.18, n. 1, p. 93-94, jan-mar 2009.

SECRETARIADE ESTADODA SAÚDEDE SÃO PAULO. Coordenadoria de Controle de Doenças. Notificação compulsória dos acidentes e doenças relacionados ao trabalho. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/prog_det.asp?te_codigo=20&pr_codigo=16. Acesso em 20/04/2018.

SOUSA, S. P. O.; et al. Conhecimento sobre doenças e agravos de notificação compulsória entre profissionais da Estratégia Saúde da Família no município de Teresina, estado do Piauí, Brasil - 2010. Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 21, n. 3, setembro 2012.

SOARES, E. S.; et al. Conhecimento de estudantes de odontologia da UFPB com relação à Aids e hepatite B. Pesq. Bras. Odontoped Clin Integr. v. 2, n. 1, p. 24-9,

jan-abr 2002.

da SILVA, G. A.; de OLIVEIRA C. M. G. O registro das doenças de notificação compulsória: a participação dos profissionais da saúde e da comunidade Rev Epidemiol Control Infect. v. 4, n. 3, p. 215-220, 2014.

SILVA, L. B. A. et al. Capacitação de agentes comunitários de saúde para fortalecimento do SISVAN. Rev. Ciênc. Ext. v.12, n.1, p.80-96, 2016.

VASCONCELOS, E. M. Educação popular como instrumento de reorientação das estratégias de controle das doenças infecciosas e parasitárias. Cad. Saúde Pública v. 14, Supl 2, p. S39-S57, 1998.

WALDMAN, E. A. Vigilância como prática de saúde pública. In: CAMPOS G. W. S.; et al. Tratado de saúde coletiva. São Paulo: Hucitec; 2006. p. 487-528.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-337

Refbacks

  • There are currently no refbacks.