Prevalência de Linfoma de Hodgkin numa população brasileira / Hodgkin's Lymphoma prevalence in a brazilian population

Raphael Datrino Horta, Tulio Veloso de Oliveira Dias, Lucas Alexandre Moreira da Costa, Sérgio Elias Vieira Cury

Abstract


Os linfomas representam um grupo importante, complexo e heterogêneo de distúrbios proliferativos malignos originados a partir das células do tecido linfoide. O Linfoma de Hodgkin (HL) é um tipo raro de câncer que surge a partir de linfócitos B e tipicamente afeta os linfonodos. O conhecimento dos principais tipos de neoplasias incidentes numa população traz luz ao conhecimento, contribuindo para as estratégias de saúde a serem adotadas, principalmente em relação aos fatores de risco que por ventura possam estar associados, em prol da melhoria qualidade de vida. Objetivo: avaliar a prevalência Linfomas de Hodgkin na população de Volta Redonda, Rio de Janeiro. Método: foi realizado um estudo retrospectivo em 7.500 registros de diagnósticos histopatológicos, pertencentes ao arquivo da disciplina de Patologia Geral do Curso de Medicina do UniFOA, oriundos do Serviço de Anatomopatologia do extinto Hospital da Companhia Siderúrgica Nacional na cidade Volta Redonda Rio de Janeiro, compreendidos entre os anos de 1990 e 2000. Posteriormente os dados foram agrupados separadamente por classificação histopatológica, baseados na classificação proposta pela Organização Mundial de Saúde (SWERDLOW et al., 2008). Dados demográficos como gênero e idade do paciente também foram utilizados. Resultados: Dentre os 7.500 prontuários analisados, foram encontrados 0,06% (n=5) de indivíduos que apresentam Linfoma de Hodgkin. A idade variou de 29 a 66 anos, com média de 46,6 anos. Ocorreram 2 casos no gênero feminino (40%) e 3 no masculino (60%), numa relação 1X1,5. Dentre os pacientes afetados, observamos que 80% (n=4) eram leucodermas e 20% (n=1) melanodermas. Conclusão: a prevalência encontrada foi de 0,06% na população estudada.

Keywords


Neoplasia Maligna, Linfoma de Hodgkin, Doença de Hodgkin, Epidemiologia.

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-287

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