Internações em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e a Estratificação de Risco Gestacional do Programa Rede Mãe Paranaense / Hospitalizations in a Neonatal Intensive Therapy Unit and the Gestational Risk Stratification of Parana’s Mother Network Program

Marcos Nader Amari, Marcia Regina Carletto, Pollyanna Kássia de Oliveira Borges, Valéria Christino da Silva Amari, Ana Luiza Glauser Fontes, Jessica Neves Pereira Zielinski, Alessandra Hilgemberg

Abstract


Objetivos; Comparar a estratificação gestacional materna pelo Programa Rede Mãe Paranaense e os internamentos dos Recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal no ano de 2016.

Métodos: É um estudo quantitativo, longitudinal, epidemiológico, do tipo coorte, com acompanhamento dos internamentos dos recém-nascidos em unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais – Ponta Grossa, Paraná.  Foi realizado em 70 recém-nascidos internados e comparados com a estratificação gestacional de suas mães.

Resultados: A população materna foi de mulheres brancas (76%), nível de escolaridade entre fundamental e médio, idade média de 25 anos, faixas salariais de até 4 salários mínimos,   partos atuais em sua maioria hospitalares, discreto predomínio dos partos vaginais e 100% das gestantes fizeram consultas de pré-natal, sendo que 68% realizaram mais de 5 consultas. A população dos recém-nascidos foi composta de 58% de prematuros, 46% nasceram com Apgar maior que 8, peso de nascimento variou de 670 até 4385 gramas e média de internamento foi de 20 dias. Na comparação realizada 65,72% dos pacientes foi de risco habitual. Na análise de associação de risco com valores menores que 1, simulando uma proteção para algumas exposições. Para o desfecho diagnóstico o valor de p foi de 0,01. A causa de internamento mais frequente nos prematuros foi a respiratória (p= 0,001) e as de termo foi a hipóxia neonatal.

Conclusão: Não houve comprovação da efetividade do programa para detectar que a avaliação de risco possa encaminhar pacientes neonatais para Unidades Intensivas, porém ocorreu proteção maior para estes pacientes.


Keywords


Recém-nascido; UTIN; Risco Neonatal; Saúde Pública; Gestacional

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n7-012

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