Estresse salino por NaCl em sementes de Paineira e Pau de Balsa / Saline stress by NaCl in Paineira and Pau de Balsa seeds

Juliane Silva Brasil Carvalho, Evilin Nascimento Costa, Andrezza Lorena Queiroz Pamplona, Carla Topázio Gomes das Chagas, Marcelo Pires Saraiva, Alessandra Epifanio Rodrigues, Vanessa Mayara Souza Pamplona, Bárbara Rodrigues de Quadros

Abstract


O objetivo deste estudo foi avaliar a germinação e vigor de sementes florestais nativas em função do Cloreto de Sódio (NaCl). Os tratamentos constaram de diferentes concentrações (0, 25, 50, 75 e 100 mM) de soluções aquosas de NaCl, com 4 repetições de 25 sementes cada e como controle foi utilizada a água destilada. Avaliou-se a porcentagem de germinação (G%), primeira contagem (PC), índice de velocidade de germinação (IVG), comprimento da parte aérea (CPA), comprimento da raiz (CR), massa fresca (MS) e massa seca (MS). As diversas características estudadas foram analisadas seguindo o delineamento inteiramente casualizado (DIC), possibilitando a partir da análise de variância da regressão polinomial investigar a influência das diferentes concentrações de NaCl em cada variável-resposta. As sementes de paineira tiveram sua primeira contagem reduzida conforme houve aumento das concentrações salinas de NaCl. O estresse salino promovido pelo NaCl provocou reduções nos valores de porcentagem de germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento da parte aérea e raiz para as espécies paineira e pau de balsa. Houve um decréscimo no acúmulo de massa fresca e seca nas plântulas de paineira.

 

 


Keywords


Germinabilidade, Salinidade, Tolerância.

References


ALVES, L. W. R.; CARVALHO, E. J. M.; SILVA, L. G. T. Diagnóstico agrícola do munícipio de Paragominas, PA (Boletim de pesquisa e desenvolvimento). Embrapa Amazônia Oriental Belém, PA 2014.

ANDREO, Y. S. Efeito da salinidade na germinação de sementes e no crescimento inicial de mudas de pinhão-manso. Revista Brasileira de Sementes, vol. 32, nº 2 p. 083-092, 2010.

BARBOSA, J. C., MALDORADO JÚNIOR, W. (2015). Experimentação Agronômica; AgroEstat: Sistema para análises estatísticas de ensaios agronômicos. Jaboticabal: Gráfica Multipress LTDA.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instruções para análise de sementes de espécies florestais. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Brasília, DF: Mapa/ACS, 98p, 2013.

BARRETO, H. B. F. et al. Efeito da irrigação com água salina na germinação de sementes de sábia (Mimosa caesalpiniifolia Benth). Revista Verde, Mossoró, v. 5, n. 3, p. 125-130, 2010.

COSTA, E. N. et al. Sementes de acácia mangium willd submetidas a estresse salino. Revista cultivando o saber. Vol. 9 - n˚ 4, p. 486 a 497. 2016.

DALBERTO, D. S.; BRAGA, L. F. Estresse osmótico e putrescina na germinação de sementes de Ochroma pyramidale (Cav. Ex Lam) Urb (Malvaceae). Científica, Jaboticabal, v.41, n.2, p.99–110, 2013.

DUTRA, T. R. et al. Germinação e crescimento inicial de plântulas de carobinha-do-campo submetido ao estresse hídrico e salino. ACSA – Agropecuária Científica no Semiárido, v.10, n4, p 39-45, 2014.

FREIRE, A. L. O. et al. Crescimento e nutrição mineral do nim (azadirachta indica a. juss.) e cinamomo (melia azedarach linn.) submetidos à salinidade. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 20, n. 2, p. 207-215, 2010.

FREITAS, R. M. O. et al. Efeito da irrigação com água salina na emergência e crescimento inicial de plântulas de Jucá. Revista Caatinga, v. 23, n. 3, p. 54-58, 2010.

GUEDES, R. S. et al. Estresse salino e temperaturas na germinação e vigor de sementes de Chorisia glaziovii O. Kuntze. Revista Brasileira de Sementes, v. 33, nº 2 p. 279 - 288, 2011.

GUIMARÃES, I. P. et al. Efeito da salinidade da água de irrigação na emergência e crescimento inicial de plântulas de mulungu. Revista Brasileira de Ciências Agrárias. Recife, v.8, n.1, p.137-142, 2013.

LEÃO, N. V. M.; FREITAS, A. D. D.; CARRERA, R. H. A. Pau-de-balsa: Ochroma pyramidale (Cav. Ex Lamb.) Urban. Informativo técnico Rede de sementes da Amazônia, n. 19, 2008.

LEMES, E. Q., LOPES, J.C., NOGUEIRA, N.O., SILVA, L.F., Qualidade fisiológica de Cupania vernalis cambess sob diferentes níveis de salinidade. Revista Trópica – Ciências Agrárias e Biológicas V. 6, N.3, pág.147, 2012.

LIMA, B. G.; TORRES, S. B. Estresses hídrico e salino na germinação de sementes de Zizyphus joazeiro Mart. (Rhamnaceae). Revista Caatinga, Mossoró, v.22, n.4, p.93-99, 2009.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. v.1, 5 ed,. Nova Odessa, SP: Plantarum, 2008. 368p.

MATOS, E.; QUEIROZ, L. P. Árvores para cidades. Salvador: Ministério Público do Estado da Bahia: Solisluna, 2009. 340p.

MELO et al. Potencial fisiológico de sementes de milho crioulo submetidas ao estresse hídrico e salino. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 6, n. 5, p. 32076-32086, 2020.

MENDONÇA, A. V. R. et al. Características biométricas de mudas de Eucalyptus sp sob estresse salino. R. Árvore, Viçosa-MG, v.31, n.3, p.365-372, 2007.

MOURA M. R. et al. Efeito do estresse hídrico e do cloreto de sódio na germinação de mimosa caesalpiniifolia benth. Revista Verde (Mossoró – RN – Brasil) v.6, n.2, p.230 – 235, 2011.

NASCIMENTO, I. L. Superação da dormência em sementes de paineira-branca. Cerne, Lavras, v. 18, n. 2, p. 285-291, 2012.

NOGUEIRA, N. W. et al. Efeito da salinidade na emergência e crescimento inicial de plântulas de flamboyant. Revista Brasileira de Sementes, vol. 34, nº 3 p. 466 - 472, 2012.

NUNES, A. S. et al. Fontes e níveis de salinidade na germinação de sementes de Crotalaria juncea L. Ciência e agrotecnologia, Lavras, v. 33, n. 3, p. 753-757, 2009.

PAMPLONA, A. L. Q. et al. Resposta fisiológica de sementes de paricá submetidas a estresse salino. Agrotrópica, v.28, p. 319-324. 2016.

SILVA, A. O.; A fertirrigação e o processo de salinização de solos em ambiente protegido. Nativa, Sinop, v. 02, n. 03, p. 180-186, 2014.

Spss Inc. Statistical Analysis Using SPSS. Chicago. 2001.

TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. Porto Alegre: Artmed, 819p. 2010.

TROPICOS, 2016.Disponível em: http://www.tropicos.org/Name/3900746. Acesso em: 25 de junho de 2016.




DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n6-667

Refbacks

  • There are currently no refbacks.