Ecofisiologia de mudas de Handroanthus impetiginosus submetidas a diferentes ciclos de rega/ Ecophysiology of seedlings of Handroanthus impetiginosus submitted to different irrigation cycles

Natasha Pereira de Oliveira, José Wellington Santos do Nascimento, Nelson da Silva Madalena Júnior, Erisson de Omena Serafim, Bárbara Santos Leandro, Letícia Silva Pereira, Mateus Carlos Cruz dos Santos, Hugo Henrique Costa do Nascimento

Abstract


Objetivou-se avaliar o comportamento de mudas da espécie Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos quanto aos aspectos ecofisiológicos quando submetidas a diferentes regimes hídricos, em casa de vegetação. Para tanto, um experimento foi realizado no Centro de Engenharias e Ciências Agrárias no Laboratório de Tecnologia da Produção da Universidade Federal de Alagoas. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado e consistiu-se de quatro tratamentos (Controle e Ciclos de Rega de três, seis e nove dias), com quatro repetições. Durante o período experimental foram mensurados semanalmente, a altura da planta, o diâmetro do caule e o número de folhas, também foram obtidas as concentrações de pigmentos fotossintéticos (clorofila a, b, total e carotenóides), o teor relativo de água e a produção de biomassa seca. De acordo com os resultados obtidos, pode-se afirmar que mudas de ipê rosa possuem mecanismos de tolerância à seca com alto potencial hídrico, pois na tentariva de suportar as injurias provocadas pela falta de água, as mesmas apresentaram senescência foliar, diminuição do diâmetro do caule e redução da produção de biomassa seca em todos os ciclos de rega. Com o passar do tempo as mudas incrementaram novas folhas com áreas reduzidas, investiram no crescimento do sistema radicular em busca de água e mantiveram a turgescência foliar e os teores de clorofila o que podem ser considerados importantes fatores de rustificação à seca. Outro importante fator é que mudas de Handroanthus impetiginosus são capazes de suportar até 9 dias de estresse hídrico sem apresentar comprometimento ecofisiológico. Levando-se a crer que as mesmas toleram curtos períodos de estiagem em ambiente natural.


Keywords


Ipê rosa; estresse hídrico; plantas jovens

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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n6-264

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