A produção subjetiva acerca da maternidade em ambiente prisional / The subjective production about motherhood in a prison environment

Juliana de Simas Guimarães, Júlia Sursis Nobre Ferro Bucher Maluschke, Jonas Carvalho e Silva

Abstract


A literatura atinente à gravidez em um ambiente prisional demostra que ela é acarretada de inúmeros estigmas, visto que, dentro do sistema penal brasileiro, as mulheres encarceradas ainda estão a dar à luz em situações constrangedoras, sofrem com a violência obstétrica, não possuem acesso às medicações básicas e a segurança de qualidade. Deste modo, esse artigo tem como objetivo dar a voz à subjetividade e ao sofrimento de pessoas cumprindo penas, por meio de um estudo de caso com abordagem qualitativa, descritiva apoiando-se na teoria da subjetividade desenvolvida por Fernando Rey. Estudou-se à questão da mulher que vivenciou o processo de gravidez tanto em cárcere privado quanto fora dele, perpassando em pontos que vão desde a concepção do feto ao parto. Conclui-se que o apego à família e visão de futuro são elementos que impulsionam e contribuem para uma vivência mais positiva do processo de gestação em cárcere.


Keywords


Maternidade, prisão, subjetividade.

References


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DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n6-243

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