Laceração esplênica grau IV AAST / Grade IV AAST splenic laceration

Wictor Hugo Oliveira Leles, Maria Cândida Martins Sampaio, Karollyne Campos Ferreira Goulart, Erasmo Henrique Rezende Golinelli, Luiza Castro Fernandes, Bruna Lemes Falcão, Bruna Luiza Guimarães Carneiro, Bruno Oliveira Araujo Rosas, Camilla Souza Farias, Douglas Goelzer, Izadora Braz Mendonça, Mariana do Carmo Silva

Abstract


Introdução: Em vítimas de trauma abdominal fechado o baço é o órgão mais frequentemente comprometido (40-55%), o mais suscetível a lesões graves e, por ser intensamente vascularizado, pode manter o paciente instável hemodinamicamente, sendo associado com significante morbidade e mortalidade Apresentação do caso: MCRM, sexo feminino, 19 anos de idade, admitida no Hospital Universitário Risoleta Tolentino Neves (UFMG) após queda de escada, queixando dor abdominal. Negou comorbidades e uso de medicamentos. Apresentava-se hemodinamicamente estável, com sons respiratórios diminuídos em bases pulmonares. Discussão: O tratamento quase exclusivo no passado se resumia à laparotomia e esplenectomia. Porém, práticas menos invasivas passaram a ser mais recomendadas com o tempo. Assim, o tratamento padrão-ouro para o trauma esplênico atualmente é o não operatório Conclusão: A principal causa de falha do tratamento é a hemorragia cuja incidência aumenta com o grau da lesão. Nem todos os autores recomendam indiscriminadamente o tratamento conservador para as lesões grau IV (AAST) onde a incidência de hemorragia varia de 33% a 45%. Ficando reservado o tratamento cirúrgico por via laparotômica para as lesões grau IV e V (AAST)


Keywords


Vasculite, Púrpura de Henoch Schonlein, Infância.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-243

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