Relação da Qualidade de Vida e as Doenças Crônicas/ Relationship between Quality of Life and Chronic Diseases

Luiz Cezar Lima Junior, Nayane Nazareth Ferreira Lima

Abstract


Introdução: O termo qualidade de vida vem sendo muito discutido nos dias de hoje, devido ao aumento da expectativa de vida e a busca constante por uma vivência de mais qualidade. Ao falar qualidade de vida, engloba-se os hábitos diários, que podem ser prejudiciais à saúde, como o sedentarismo, uso nocivo de álcool, tabagismo, alimentação inadequada e estresse, que são considerados fatores de risco que diminuem a qualidade de vida, estando associados às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Tais doenças geralmente se prolongam ao longo do tempo, em geral não se resolvem espontaneamente e raramente têm cura, alterando completamente a vida diária do indivíduo. Objetivo: Apresentar as possíveis relações entre a qualidade de vida com o surgimento de doenças crônicas e a adesão ao tratamento. Metodologia: Foi realizado o levantamento bibliográfico de artigos quanto ao tema das doenças crônicas não transmissíveis, a qualidade de vida e hábitos diários. Foram utilizadas as bases dedados de pesquisa do Google Acadêmico, Medline, Bvs, Lilacs, Scielo, Pubmed, dentre outros, utilizando comodescritores de busca as palavras chaves: qualidade de vida, qualidade de vida e saúde, hábitos diários da população brasileira, doenças crônicas não transmissíveis, fatores que interferem na adesão ao tratamento. Priorizando publicações em português, entre os anos 2010 e 2018, sendo artigos que estabeleciam análises sobre a população brasileira. Resultados e Discussões: A partir da análise de 34 artigos, foi possível observar a influência da qualidade de vida dos brasileiros no desenvolvimento de doenças crônicas, uma vez que está relacionada aos comportamentos e hábitos dos indivíduos, podendo ser prejudiciais à saúde. Estes fatores de risco, muitos presentes na população brasileira, podem causar riscos intermediários como aumento da pressão arterial, alto nível de glicose, alta concentração de lipídios e sobrepeso. O estresse e a depressão são outros fatores de riscos, uma vez que podem causar uma desregulação do sistema biológico, aumentando o risco do desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão, vários tipos de câncer, dentre outros. Por sua vez, o desenvolvimento de doenças crônicas causa diversos impactos na QV do indivíduo, como na sua capacidade física, mental e na sua independência. Conclusão: Conclui-se que o baixo nível de qualidade de vida predispõe ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Com o seu diagnóstico ocorre uma piora, maior ou menor, na QV, conforme a estrutura psicológica do indivíduo que também influi na adesão ao tratamento, responsável por uma possível melhora significativa na qualidade de vida do paciente.


Keywords


qualidade de vida, doenças crônicas, tratamento

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-232

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