Qualidade dos food parks sob a ótica dos consumidores / Quality of food parks from the consumers' point of view

Alexsandra de Souza Mesquita, Michelle Garcêz de Carvalho

Abstract


Food parks são locais fixos de reunião das operações do segmento, com funcionamento regular, que abrigam produtos e culinárias diferentes, bem como oferecem outros atrativos para além da comida, em um único espaço. Sendo assim, é importante a participação ativa dos clientes de serviços de alimentação junto a vigilância sanitária com o intuito de aumentar a segurança de alimentos. Objetivou-se identificar a percepção dos clientes, no que se referem aos atributos de qualidade de food parks localizados na cidade de Aracaju, Sergipe. Participaram food parks cadastrados na vigilância sanitária de Aracaju, e os frequentadores desses estabelecimentos. Após a identificação dos food parks foi elaborado um formulário online via google forms com questões objetivas. Foram identificados 8 food parks cadastrados na vigilância sanitária de Aracaju e responderam ao formulário 228 clientes. Os food parks localizaram-se na zona sul nos bairros jardins, treze de julho, Inácio Barbosa, atalaia, coroa do meio e aruana. Observou-se que a maioria dos frequentadores eram mulheres (149), com maior faixa de idade entre 22 e 40 anos (72 a 59), solteiros (146), escolaridade predominante o ensino superior incompleto (121), assim como, predominou o público com renda familiar > 1 até 6 salários-mínimos, frequentam eventualmente (119) os food parks, com principais motivações o cardápio ofertado (136) e à comodidade (129). Todos os critérios de qualidade avaliados, obtiveram a maioria das respostas na escala 10 (muito importantes), como higiene dos alimentos (177), sabor (159), condições adequadas para alimentar-se (145), uso de utensílios adequados para se servir (125), apresentação (102), temperatura (101), cardápio variado (100), preço (98), higiene pessoal dos atendentes (162), higiene da praça de alimentação (148), higiene do local de compra do alimento (144), cortesia no atendimento (114), receptividade do atendimento (111), higiene do banheiro/lavabo (108) e tempo para receber o pedido (82). Acima de 60 pessoas afirmaram que só retornariam aos food parks após 6 meses da COVID-19, retornaria imediatamente e não sabem se retornariam a frequentar para evitar aglomeração. O retorno dos clientes com segurança aos food parks só ocorreria se, principalmente, houver a higiene das mesas e cadeiras antes e após o uso (195), seguido do uso de máscara por clientes, funcionários e responsáveis (186). Além disso, destacou-se (148) que a fiscalização constante da vigilância sanitária seja uma maneira que tornar os food parks mais seguros, e os clientes elegeram principalmente alimentos sem tratamento térmicos os que não voltariam a consumir nos food parks após a CIVID-19. Os frequentadores estão em concordância com os critérios de biossegurança sanitária preconizados pelos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária diante do cenário da pandemia de COVID-19, assim como, percebeu-se que a qualidade dos serviços de alimentação é tão importante quanto a fiscalização dos food parks pela vigilância sanitária.


Keywords


food park, vigilância sanitária, opinião, serviço de alimentação, boas práticas de manipulação.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-113

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