Curativo de pele de tilápia no tratamento de queimaduras / Tilapia skin dressing in the treatment of burns

Luana Vilela Matos, Artur Mota Ferreira, Eduardo Alves de Miranda, Gabriel Magalhães Roque, Geovana de Freitas, Giovanna Alves Pedroso Bento, Histenio Siqueira Afonso Borges, Júlia Freire Pontes, Letícia Borges Paes Leme, Mariana Soerger, Rafaela Costa de Aranda Lima, Roberta Duarte

Abstract


As queimaduras constituem importante problema de saúde pública no Brasil. Atualmente, seus tratamentos tradicionais são muito dolorosos e, se menos penosos, muito caros. Inserido neste contexto, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará criaram um curativo baseado em pele de tilápia. Tem-se como objetivo desse artigo revisar a literatura a fim de juntar dados sobre a eficácia dessa terapêutica. Portanto, foi feita uma revisão integrativa baseada nos dados do Pubmed, revistas médicas, consensos médicos e revisões bibliográficas sendo selecionados 8 artigos segundo os critérios definidos. Foi constatado que os curativos biológicos previnem a contaminação bacteriana, por evitarem as perdas hidroeletrolíticas e terem uma boa aderência à ferida. Ademais, em virtude da estimulação de fatores de crescimento de fibroblastos e de queratinócitos, o colágeno tipo I da pele da tilápia propicia a epitelização e a adequada formação de tecidos de granulação para o fechamento da ferida e também para casos de enxertia. Outros benefícios são a redução da dor, por não haver necessidade da troca diária do curativo, e o baixíssimo custo, por se tratar de matéria-prima abundante e não reaproveitada no Brasil. Logo, o curativo da pele de tilápia se faz superior ao tratamento atual disponível no SUS, a sulfadiazina de prata, sendo uma alternativa inovadora, eficiente e eficaz para o tratamento de queimaduras.

 

 


Keywords


Queimaduras, Tilápia, Curativos Biológicos, Cicatrização, Ferimentos e Lesões, Colágeno.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-078

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