Demanda de pacientes medicados e encaminhados para internação hospitalar após classificação de risco em uma Unidade de Pronto Atendimento / Demand of medicated patients referred for hospital admission after risk classification in an Emergency Care Unit

Alisson Junior dos Santos, Maria Inês Lemos Coelho Ribeiro, Carolina da Silva Melo, Monise Martins da Silva, Aline Teixeira Silva, Andréa Cristina Alves

Abstract


A classificação de risco é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato de acordo com seu potencial de risco, agravos a saúde ou grau de sofrimento. Dentre os protocolos de classificação de risco destaca-se o Protocolo de Manchester, foi criado na Inglaterra na cidade de Manchester em 1994 e através do grupo Português de Triagem no ano de 2002 teve sua edição traduzida para o Português sendo ligeiramente implantada em vários países em poucos anos. A Unidade de Pronto Atendimento - UPA 24 horas foi uma proposta lançada pelo Ministério da Saúde no ano de 2003, faz parte da Política Nacional de Urgência e Emergência que organiza e estruturam os atendimentos prioritários no país, com a finalidade de melhorar a atenção nos serviços de saúde. Trata-se de uma pesquisa documental, de caráter exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa, realizada na Unidade de Pronto Atendimento do município de Passos/MG com o objetivo de identificar a demanda de pacientes medicados e encaminhados da UPA para internação hospitalar, após serem acolhidos pelo Protocolo de Manchester durante o ano de 2017. A pesquisa evidenciou que a UPA possui uma demanda inadequada de pacientes, sendo que grande parte da população que busca atendimento neste serviço não possui critérios clínicos para a utilização deste nível de assistência à saúde. Reforça-se à necessidade do fortalecimento do papel assistencial da atenção primária à saúde como primeira opção para entrada no sistema e, ainda, da efetivação de estratégias de educação em saúde que esclareçam aos usuários as atribuições de cada ponto da rede.

 

 


Keywords


Classificação, Triagem, Urgência, Emergência.

References


ABBÊS, C. MASSARO, A. Acolhimento com avaliação e classificação de risco: um paradigma ético-estético no fazer em saúde. 2004. Disponível em:< http://www.slab.uff.br/images/Aqruivos/textos_sti/Cl%C3%A1udia%20Abb%C3%AAs/tex to84.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2017.

ANZILIERO, F.; et al. Sistema Manchester: tempo empregado na classificação de risco e prioridade para atendimento em uma emergência. Rev. gaúch. enferm., v.37, n.4, 2016. Disponível em: . Acesso em: 10 dez.2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 342 de 4 de março de 2013. Disponível em:. Acesso em: 10 dez.2017.

CASSETTARI, S.S.R.; MELLO, A.L.S.F. Demanda e tipo de atendimento realizado em Unidades de Pronto Atendimento do município de Florianópolis, Brasil. Texto & contexto enferm., Florianópolis, v.26, n.1, 2017. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/tce/v26n1/pt_1980-265X-tce-26-01-e3400015.pdf>. Acesso em: 08 out.2018.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 7 ed. São Paulo: Cortez, 2005.

DAMASCENO, F.P.; et al. Acolhimento com classificação de risco na rede de urgência e emergência: perspectivas para enfermagem. Cadernos de Graduação Ciências Biológicas e da Saúde, Aracaju, v.2, n.2, Aracaju, 2014. Disponível em: . Acesso em: 13 dez. 2017.

GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GOMIDE, M.F.S.; PINTO, I.C.; FIGUEIREDO, L.A.D. Acessibilidade e demanda em uma Unidade de Pronto Atendimento: perspectiva do usuário. Acta Paul. Enferm., São Paulo, v.25, n.2, 2015. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-21002012000900004&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acesso em: 08 out. 2018.

KOCHE, J.C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. 22 ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.

LIMA, J.C.; RIVERA, F.J.U. Redes de conversação e coordenação de ações de saúde: estudo em um serviço móvel regional de atenção às urgências. Cad. Saúde Pública, v.26, n.2, 2010. Disponível em: < http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 311X2010000200011&lng=em>. Acesso em: 08 out. 2018.

MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2006.

MARSHALL, E.G.; et al. Improving continuity of care reduces emergency department visits by longterm care residents. J Am Board Fam Med, v.29, n.2, p. 201-208.

MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Saúde. Sistema Estadual de Regulação Assistencial de Minas Gerais: SUS fácil MG. Belo Horizonte: SES/MG, 2006.

O´DWYER, G. A gestão da atenção às urgências e o protagonismo federal. Ciên. Saúde Colet., Rio de Janeiro, v.15, n.5, 2010. Disponível em: . Acesso em: 08 out.2018.

OLIVEIRA, G.N.O.; et al. Acolhimento com avaliação e classificação de risco: concordância entre os enfermeiros e o protocolo institucional. Rev. latinoam. enferm., Ribeirão Preto, v.21, n.2, 2013. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2017.

OLIVEIRA, S.N.; et al. Unidade de Pronto Atendimento – UPA24h: percepção da enfermagem. Texto & contexto enferm., Florianópolis, v.24, n., p. 238-244, 2015.

PINTO JÚNIOR, D.; SALGADO, P.O.; CHIANCA, T.C.M. Validade preditiva do Protocolo de Classificação de Risco de Manchester: avaliação da evolução dos pacientes admitidos em um pronto atendimento. Rev. latinoam. enferm., Ribeirão Preto, v.20, n.6, 2012. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010411692012000600005&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acesso em: 13 nov. 2017.

RONCALLI, A.A.; et al. Protocolo de Manchester e população usuária na classificação de risco: visão do enfermeiro. Rev. baiana enferm., Salvador, v.31, n.2,2017. Disponível em:< https://portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem/article/download/16949/14511>. Acesso em: 12 dez. 2017.

SANTOS, C.; AMADEI, J.L. Qualidade da prescrição de medicamentos em Unidade de Pronto Atendimento do Sistema Único de Saúde do Brasil. RAS, v.16, n.63, 2014. Disponível em: < www.cqh.org.br/portal/pag/anexos/baixar.php?p_ndoc=1355&p_nanexo=610>. Acesso em: 16 nov. 2018.

SILVA, G. S. et al. Redes de atenção às urgências e emergências: pré-avaliação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em uma região metropolitana do Brasil. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant., Recife, v. 12, n. 4, p. 445-458, 2012.

SILVA, M.B.; GRIGOLO, T.M. Metodologia para iniciação científica à prática da pesquisa e da extensão II. Caderno Pedagógico. Florianópolis: Udesc, 2002.

SILVA, M.F.N.; et al. Protocolo de avaliação e classificação de risco de pacientes em unidade de emergência. Rev. latinoam. enferm., Ribeirão Preto , v.22, n.2, 2014.Disponivel em:< http://www.scielo.br/pdf/rlae/v22n2/pt_0104-1169-rlae-22-02-00218.pdf>. Acesso em: 12 nov.2017.

SOUZA, C.C.; ARAÚJO, F.A.; CHIANCA, T.C.M. Scientific literature on the reliability and validity of the Manchester Triage System (MTS) Protocol: a integrative literature review. Rev. Esc Enferm. USP, São Paulo, v.49, n.1, p. 144-151, 2015.

SOUZA, C.C.; et al. Classificação de risco em pronto-socorro: concordância entre um protocolo institucional brasileiro e Manchester. Rev. latinoam. enferm., Ribeirão Preto, v.19, n.1, 2011. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-11692011000100005&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acesso em: 12 nov. 2017.

UCHIMURA, L.Y.T.; et al. Unidades de Pronto Atendimento (UPAs): características da gestão às redes de atenção no Paraná. Saúde Debate, Rio de Janeiro, v.39, n.107, p. 972-983, 2015.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-041

Refbacks

  • There are currently no refbacks.