Análise epidemiológica de Fissuras labiopalatinas em recém-nascidos no Brasil / Epidemiological analysis of cleft lip and palate in newborns in Brazil

Andressa Ferreira Andrade, Marcele Soares Cortes Queiroz, Michelly Martins Nagai, Natalia Caroline Caixeta, Nathalia Moreira Pereira, Rafaela Alves Fernandes, Thaynara Camilo Silva de Souza, Priscila Capelari Orsolin

Abstract


Este estudo teve como finalidade descrever o perfil epidemiológico de fissuras labiopalatinas em recém-nascidos, no Brasil, no período de 2015 a 2019. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, do tipo transversal. Realizou-se a busca de casos confirmados no Brasil, entre o período de 2015 a 2019, no Sistema de Informação de Agravos e Notificação – DATASUS, considerando as seguintes variáveis: tipo de gravidez; duração da gestação; tipo de parto; número de consultas pré-natais; ano de nascimento; unidade federativa de nascimento; raça/cor e o tipo de procedimento realizado no caso de fissuras labiopalatinas. Resultados: Atentando-se às variáveis propostas, observou-se o seguinte perfil epidemiológico: prevalência em gestações únicas em relação a gestações duplas; maior frequência na idade gestacional de 37 a 41 semanas; maior distribuição absoluta em fetos nascidos por parto cesáreo; indisponibilidade de dados acerca do número de consultas pré-natais e sua relação com a ocorrência de fissuras labiopalatinas; não houve variação expressiva no número de casos nos diferentes anos analisados; maior número de casos em São Paulo e menor frequência total no Acre; frequência superior em raças pardas e brancas. Quanto ao tipo de fissura, as principais são fissuras palatinas bilaterais, com preferência de procedimentos clínicos a procedimentos cirúrgicos no tratamento. Conclusão: Ressalta-se a relevância do atendimento pré-natal e a atenção dos médicos aos fatores de risco expostos às gestantes nesse período, visto que a qualidade dos serviços pode impactar significativamente na incidência dessa patologia na população brasileira.


Keywords


Fissuras Labiopalatinas, Epidemiologia, Recém-Nascidos.

References


ALMEIDA, Ana Maria Freire de Lima et al. Atenção à pessoa com fissura labiopalatina: proposta de modelização para avaliação de centros especializados, no Brasil. Saúde debate, v. 41, n. spe, p. 156-166, 2017.

ALONSO, Nivaldo et al. Fissuras labiopalatinas: protocolo de atendimento multidisciplinar e seguimento longitudinal em 91 pacientes consecutivos. Rev. Bras. Cirurgia Plástica, v. 24, n. 2, p.176-181, 2009.

AMORIM, Melania et al. Indicações de cesariana baseadas em evidências: parte I. Femina, v. 38, agosto 2010.

ANDRADE, Carla et al. A Importância da Equipe Multiprofissional para a recuperação da criança com fenda labiopalatina. Revista Enfermagem Atual In Derme, v. 90, n. 28, 22 dez. 2019.

ASSUNÇÃO, RA. Perfil clínico-epidemiológico das gestações gemelares com parto no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no período de 2003 a 2006. 153p. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, 2008.

BECKER, Maria Estela. Avaliação da qualidade da assistência pré-natal na Atenção Primária no município de Rio Branco - Acre. Biblioteca Virtual em Saúde. Rio de Janeiro; s.n; 2011 94 p. Disponível em: . Acesso em: 14 maio 2021.

BERTIER, C. E; AIELLO, C. A. Rinosseptoplastia em Indivi?duos com Fissura Labiopalatina. In: MÉLEGA, J. M et al. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011, cap. 45, p. 362-373.

BIAZON, Janir; PENICHE, Aparecida de Cássia Giani. Estudo retrospectivo das complicações pós-operatórias em cirurgia primária de lábio e palato. Revista da Escola de Enfermagem da USP [online], v. 42, n. 3 pp. 519-525, 2008. Disponível em: . Acesso em: 15 maio 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de atenção à Saúde. Departamento de atenção básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 316p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Gestante: a operação Cesariana. Relatório de recomendação. Brasília, abril de 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Informações de saúde: TABNET. Estatísticas Vitais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020.

CALDAS, Aline et al. Mortalidade infantil segundo cor ou raça com base no Censo Demográfico de 2010 e nos sistemas nacionais de informação em saúde no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 33, n.7, 2017.

COUTINHO, André Luiz Figueiredo et al. Perfil epidemiológico dos portadores de fissuras orofaciais atendidos em um Centro de Referência do Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, Recife, v. 9, n.2, 2009.

COSTA, Renan Roberto; TAKESHITA, Wilton Mitsunari; FARAH, Gustavo Jacobucci. Levantamento epidemiológico de fissuras labiopalatais no município de Maringá e região. Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent., São Paulo, v.67, n.1, 2013.

CUNHA, Gabriela et al. A descoberta pré-natal da fissura labiopalatina do bebê: principais dúvidas das gestantes. Rev. Enferm. UERJ, Rio de Janeiro, v. 27, p. 1-7, 2019.

DOMINGUES, Rosa et al. Processo de decisão pelo tipo de parto no Brasil: da preferência inicial das mulheres à via de parto final. Cadernos de Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 30, p. S101-S116, 2014.

EDUARDO, Cássio; AMARAL, Raposo. Assessment of lip and nasal asymmetry after primary cleft lip repair. Rev. Bras. Cir. Plást., v. 25, n. 1, p. 38-48, 2010.

FIGUEIREDO, Cristina et al. Prevalência de fissuras orais no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil, entre 2000 e 2005. Rev. Paul. Pediatr. São Paulo, v. 29, n. 1, p. 29-34, mar. 2011.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2020. Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível:

. Acesso em: 16 maio 2021.

LIMA, Leonardo et al. Prevalência de sintomas depressivos em pacientes com fissuras labiopalatinas. Braz J Otorhinolaryngol., v. 81, ed. 2, p. 177-83, 2015.

MATOS, Fabiana Gonçalves et al. Perfil epidemiológico das fissuras labiopalatais de crianças atendidas em um centro de referência paranaense. Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v. 10, e28, p. 1-14, 2020.

MONTENEGRO, C.A.B; REZENDE, J.F. Rezende. Obstetrícia. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2016.

NUNES, Luiz Maurício Nogueira; PEREIRA, Antônio Carlos; QUELUZ, Dagmar de Paula. Fissuras orais e sua notificação no sistema de informação: análise da Declaração de Nascido Vivo (DNV) em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, 1999-2004. Ciência & Saúde Coletiva [online], v. 15, n. 2, pp. 345-352, 2010. Disponível em: . Acesso em: 16 maio 2021.

PARANAÍBA, Lívia Máris Ribeiro et al. Fissuras lábio palatinas: série de casos clínicos incomuns. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, São Paulo, v. 76, n.5, 2010.

RIBEIRO, Rafael; ENUMO, Sônia. Estresse e estratégias de enfrentamento da fissura labiopalatina por pré-adolescentes. Saúde e Pesquisa, Maringá (PR), v.11, n. 2, p. 267-276, 2018.

ROLLEMBERG, Eduarda Vidal et al. Perfil epidemiológico de pacientes portadores de fissuras labiopalatinas em serviço de referência no Distrito Federal. Rev. Bras. Cir. Plást., Distrito Federal, v. 34, n. 1, p. 94-100, 2019.

SHIBUKAWA, Bianca Machado et al. Fatores associados à presença de fissura labial e/ou fenda palatina em recém-nascidos brasileiros. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant., Recife, v. 19, n. 4, p. 947-956, dez. 2019.

SZWARCWALD, Célia Landmann et al. Avaliação das informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 35, n. 10, 2019.

ZAMBONATO, Ticiana Cristina de Freitas et al. Perfil de usuários de AASI com fissura labiopalatina. Braz. J. Otorhino. Laryngol., São Paulo, v. 75, n. 6, p.888-892




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n4-277

Refbacks

  • There are currently no refbacks.