Assistencia de enfermagem a um paciente com raiva humana: um relato de experiencia / Nursing assistance to a patient with human anger: an experience report

Kelly de Lima Zamoro, Erica Lopes de Souza, Geissa Paula Trindade Nobre, Thayana Loureiro de Oliveira, Cícera Romana Bezerra Diniz, Walkiria Maria Maranhão da Cruz, Luana Karolina Mota dos Santos, Greicy Hellen Farias Marques, Déborah Gomes Oliveira, Arimatéia Portela de Azevedo

Abstract


Objetivo: Descrever um relato de experiência sobre a assistência de enfermagem prestada a um paciente com raiva humana internado em um hospital referência em infectologia. Relato de experiência: Deu entrada, conduzido por familiares, menor de 16 anos de idade, gênero masculino, apresentando parestesia ascendentes de membros inferiores-MMII, cefaleia, dor no quadril aos movimentos. Ele e mais dois irmãos tem história de mordida de morcego há cerca de quinze dias. Já hospitalizado, após 72 horas o mesmo evoluiu com quadro febril, alteração de consciência, confusão mental, crise convulsiva tônico-clônica generalizada e então, foi iniciado protocolo de Milwaukee para raiva humana. Com o intuito de descrever os relatos da equipe de enfermagem quanto a assistência prestada a este paciente, que hora é o único paciente vivo em convalescência por raiva humana no Brasil, foi aplicado um teste escrito a seis profissionais enfermeiras que atuaram na assistência a esse paciente na UTI, destas 83,3% informaram que sua assistência foi pautada em protocolos nacionais e 83,3% informaram que foi baseada apenas nas alterações apresentadas pelo paciente. Quando indagadas se tinham domínio das técnicas assistenciais para tratar um paciente portador de uma infecção rara, como é o caso da raiva humana, 16,6% informaram que não. Considerações finais: Portanto, foi possível descobrir que, mesmo não tendo muita compressão sobre a patologia, a equipe de enfermagem soube como conduzir as ações e prestar uma assistência de qualidade


Keywords


doença rara, doenças infecciosa, cuidados de enfermagem, paciente critico

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n4-051

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