Monitorização neurológica por meio do eletroencefalograma de amplitude integrada na unidade de terapia intensiva neonatal: uma revisão integrativa de literatura / Neurological monitoring through electroencephalogram integrated in the neonatal intensive care unit: an integrative literature review

Júlio Carneiro do Amaral Neto, Fernando de Queiroz Nunes e Silva, João Pedro Martins de Albuquerque, Júlia Guerra Furtado, Manuella Costa de Melo Faria, Francis Jardim Pfeilsticker, Natália de Fátima Gonçalves Amâncio

Abstract


Introdução: As proporções relativamente elevadas de comprometimentos neurológicos em recém-nascidos admitidos nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) advém principalmente de convulsões, situações de difícil diagnóstico dentro da neuropediatria, visto que nos neonatos, muitas vezes, podem ser evidenciadas apenas por distúrbios eletrográficos. Além disso, alguns movimentos paroxísticos podem ser tratados erroneamente como convulsões, culminando em iatrogenias. Com isso, o uso do eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG), constitui-se como uma ferramenta compacta e inovadora que pode ser utilizada para auxiliar o diagnóstico de convulsões na UTIN. Justificativa: Conhecer os principais aspectos relacionados à implementação do aEEG nas UTINs, torna-se relevante de forma a contribuir para o entendimento dos benefícios e limitações do instrumento. Objetivos: Buscar evidências na literatura sobre o valor preditivo do aEEG e o seu impacto no prognóstico neurológico de recém-nascidos enfermos, bem como identificar potenciais benefícios em relação ao EEG convencional e agregar conhecimento aos debates empenhados nos escritos nacionais. Metodologia: Trata-se de um estudo integrativo revisional de literatura, utilizando as bases Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), EbscoHost, National Library of Medicine (PubMed MEDLINE) e Scientific Eletronic Library Online (SCIELO). Resultados: Embora possua sensibilidade e especificidade variáveis, o aEEG tem bom valor preditivo e possibilita a identificação de convulsões subclínicas e de forma precoce, bem como a redução de sobretratamento e iatrogenias. Conclusão: O aEEG é mais simples e compacto que o EEG convencional, possui bom valor preditivo e auxilia no diagnóstico de convulsões neonatais e na redução do sobretratamento.

 

 

 


Keywords


Eletroencefalograma, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Neonato.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n4-021

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