Fisiopatologia da cicatrização em pacientes portadores de diabetes mellitus/ Physiopathology of healing in patients with diabetes mellitus

Tailson da Silva Gois, Carla Viviane Freitas de Jesus, Rose Juliana dos Santos, Fabio Santos de Oliveira, Luanna Feitosa, Milenna Freitas Santana, Max Cruz da Silva, Rute Nascimento da Silva, Weber de Santana Teles

Abstract


Objetivo: Evidenciar a influência do diabetes mellitus (DM) no processo de cicatrização tecidual. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, realizado por meio de levantamento bibliográfico, no período de agosto de 2019 a junho de 2020, na qual se utilizou como critérios de inclusão artigos em português e inglês com resumos disponíveis, textos completos com disponibilidade gratuita publicadas no período 2015 a 2020, como critérios de exclusão foram adotados estudos publicados fora do recorte temporal estabelecido, em outra base de dados, aqueles que não abordem a temática, e pesquisas com baixo nível de evidência. A amostra foi constituída por 24 artigos após leitura minuciosa dos títulos e resumos. Resultados: O DM acaba alterando a estrutura da membrana celular, modificando a resposta inflamatória por alterações tanto quimiotáxica como fagocítica das células brancas, reduzindo o processo de vascularização. A inflamação exacerbada e prolongada observada em pacientes diabéticos contribui para que a cicatrização seja falha ou mais lenta, tornando o processo crônico e pouco resolutivo, ocasionando a ulceração das lesões. Considerações finais: Apresentamos nesse estudo as principais alterações do reparo tecidual em diabéticos, visto que, pacientes portadores de DM apresentam diversas alterações fisiopatológicas que influenciam em uma cicatrização deficiente, através de alterações celulares, moleculares e bioquímicas.


Keywords


Cicatrização de Feridas, Diabetes Mellitus, Fisiopatologia.

References


Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020. São Paulo: AC Farmacêutica; 2020.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 2014-2015. São Paulo: AC Farmacêutica; 2015.

International Diabetes Federation. IDF Atlas. 8th. ed. Bruxelas: International Diabetes Federation; 2017.

Lima LR, Funghetto SS, Volpe CRG, Santos WS, Funez MI, Stival MM. Qualidade de vida e o tempo do diagnóstico do diabetes mellitus em idosos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 2018; 21(2): 176-185. doi: 10.1590/1981-22562018021.170187

Oliveira AC, Rocha DM, Bezerra SMG, Andrade EMLR, Santos AMR, Nogueira LT. Qualidade de vida de pessoas com feridas crônicas. Acta Paulista de Enfermagem. 2019; 32(2): 194-201. doi: 10.1590/1982-0194201900027

CARMO, Julianderson de Oliveira dos Santos et al. Tratamento tópico com friedelina acelera a cicatrização de feridas cutâneas em camundongos diabéticos e induz a ativação de fibroblastos in vitro [dissertação]. Maceió (AL): Universidade Federal de Alagoas; 2019.

Vieira CPB, Araújo TME. Prevalência e fatores associados a feridas crônicas em idosos na atenção básica. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2018; 52. doi: 10.1590/s1980-220x2017051303415

Vieira AJ. Avaliação do creme à base de mentol na cicatrização de feridas cutâneas em ratos diabéticos [dissertação]. Botucatu (SP): Universidade Estadual Paulista; 2019.

Oliveira MF, Viana BJF, Matozinhosa FP, Silva MMS, Pinto DM, Moreira AD, et al. Feridas em membros inferiores em diabéticos e não diabéticos: estudo de sobrevida. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2019; 40. doi:10.1590/19831447.2019.20180016

Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein (São Paulo). 2010; 8(1): 102-106.

Brasil. Resolução N° 466, de 12 de dezembro de 2012. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União. 2012 dez. 12.

Brasil. Lei N° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial da União. 1998 fev. 19.

Mendes SC, Berber RCA, Restelatto MTR, Beltrame V. Diabetics: Epidemiological profile and knowledge about the complications of diabetes mellitus. Scientific Electronic Archives. 2019; 12(5): 111-120. doi: 10.36560/1252019889

Oliveira FP, Oliveira BGRB, Santana RF, Silva BP, Candido JSC. Classificações de intervenções e resultados de enfermagem em pacientes com feridas: mapeamento cruzado. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2016; 37(2). doi: 10.1590/1983-1447.2016.02.55033

Katsarou A, Gudbjornsdottir S, Rawshani A, Dabelea D, Bonifacio E, Anderson BJ, et al. Type 1 diabetes mellitus. Nature reviews Disease primers. 2017; 3(1): 1-17. doi: 10.1038/nrdp.2017.16

Santos AL, Cecílio HPM, Teston EF, Arruda GO, Peternella FMN, Marcon SS. Complicações microvasculares em diabéticos tipo 2 e fatores associados: inquérito telefônico de morbidade autorreferida. Ciência & Saúde Coletiva. 2015; 20: 761-770. doi: 10.1590/1413-81232015203.12182014

Romanciuc M. Diabetes Mellitus Tipo 2 como Doença Inflamatória: anatomia, fisiopatologia e terapêutica [dissertação]. Portugal: Universidade do Algarve; 2017.

Tagliari E, Campos LF, Campos AC, Costa Casagrande TA, Noronha L. Efeito da administração oral de probióticos na cicatrização de feridas cutâneas em ratos. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo). 2019; 32(3). doi:10.1590/0102-672020190001e1457

Martins COA, Curado MAS. Escala de Observação do Risco de Lesão da Pele em Neonatos: validação estatística com recém-nascidos. Revista de Enfermagem Referência. 2017; 13: 43-52. doi: 10.12707/RIV16082

Calisto FCFS, Caslito SLS, Souza AP, França CM, Ferreira APL, Moreira MB. Use of low-power laser to assist the healing of traumatic wounds in rats. Acta cirurgica brasileira. 2015; 30(3): 204-208. doi: 10.1590/S0102-8650201500300

Masi ECDJ, Campos ACL, Masi FDJ, Soattiratti MA, Shinike I, Masi RDJ. A influência de fatores de crescimento na cicatrização de feridas cutâneas de ratas. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 2016; 82(5): 512-521. doi: 10.1016/j.bjorl.2015.09.011

Andrade SM, Santos ICRV. Oxigenoterapia hiperbárica para tratamento de feridas. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2016; 37(2). doi: 10.1590/1983-1447.2016.02.59257

Gonzalez CVS. Avaliação do mel de Apis mellifera na cicatrização de feridas cutâneas em camundongos diabéticos [dissertação]. Universidade de São Paulo. 2017. doi:10.11606/D.42.2017.tde-10052017-090924

Guimaraes FR, Campos HS, Viviane N, Costa TA, Fonseca MTC, Júnior VR, et al. The inhibition of 5-Lipoxygenase (5-LO) products leukotriene B4 (LTB4) and cysteinyl leukotrienes (cysLTs) modulates the inflammatory response and improves cutaneous wound healing. Clinical Immunology. 2018; 190: 74-83. doi: 10.1016/j.clim.2017.08.022

Trivellato MLM, Kolchraiber FC, Frederico GA, Morales DCAM, Silva ACM, Gamba MA. Práticas avançadas no cuidado integral de enfermagem a pessoas com úlceras cutâneas. Acta Paulista de Enfermagem. 2018; 31(6): 600-608. doi:10.1590/1982-0194201800083

BURGER, Beatriz. Efeitos da suplementação com ácido graxo ômega-3 eicosapentaenoico (EPA) na cicatrização de feridas em camundongos diabéticos [dissertação]. Campinas (SP): UNICAMP; 2019.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n4-006

Refbacks

  • There are currently no refbacks.