Infecções sexualmente transmissíveis na escola: informar, testar, tratar/ Sexually transmitted infections at school: informing, testing, treating

Túlio César Vieira de Araújo, Ionara de Souza Januário, Mirelle Medeiros Antunes

Abstract


As infecções sexualmente transmissíveis constituem atualmente uma questão de âmbito individual e coletivo, dentre estas infecções estão as hepatites B e C, o HIV e a sífilis. Estudos apontam o elevado número dessas infecções no público jovens, em sentido oposto está à procura deste grupo por atendimentos na área de saúde sexual e reprodutiva, tendo em vista os números aquém do esperado. Esse trabalho tem como objetivo relatar a experiência vivenciada por profissionais da saúde com um projeto que leva informação e testagem de infecções sexualmente transmissíveis para as escolas. O projeto iniciou em agosto de 2017 em uma escola municipal da cidade de Jucurutu/RN no turno vespertino, a atividade ocorria por turma e em dois momentos distintos, no primeiro momento era realizada uma sensibilização sobre o assunto, no segundo momento, realizado no mês seguinte, os alunos que desejassem fazer a testagem traziam a autorização assinada pelo responsável e assinavam o termo de consentimento. O resultado era informado no mesmo dia, individualmente, em sala reservada, pela psicóloga do Núcleo Ampliando de Saúde da Família, após os testes os alunos eram liberados das atividades escolares, em 2018 o projeto ocorreu em uma escola estadual da referida cidade no período noturno. Em meados de 2019 a iniciativa passou a ser realizada também em Natal, capital do estado, passando a ocorrer simultaneamente em duas cidades. O projeto se mostra promissor e tem como vantagens o alto potencial de replicabilidade além do resgate de um público que rotineiramente não busca esse atendimento, promovendo o acesso a informação e a oportunidade de realizar um teste que para muitos era algo desconhecido.


Keywords


HIV, Sífilis, Hepatite Viral Humana, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Promoção da Saúde, Atenção Primária à Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-172

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