Encefalopatia traumática crônica: um impacto do futebol americano / Chronic traumatic encephalopathy: an impact of american soccer

Clarissa Rios Simoni, Ana Beatriz Fonseca Matias Rolim, Arthur Guilherme Dantas de Araújo, Felipe Mateus Moura Martins Bernardino, Rayssa Raquel Araújo de Sousa, Sarah Pereira Stonoga

Abstract


INTRODUÇÃO: A Encefalopatia Traumática Crônica (ETC) é uma doença neurodegenerativa progressiva relacionada a impactos repetitivos no crânio. O presente estudo tem o objetivo de analisar a avaliação psíquica e funcional de jogadores de futebol americano com ETC. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo de revisão bibliográfica através de artigos científicos, dos últimos vinte anos, encontrados na revista científica (Journal of the American Medical Association, Jornal de Neuropatologia e Neurologia Experimental, Revista de Neurologia e Revista de Psiquiatria Clínica) e em sites de busca (PubMed e Scielo), utilizando as palavras-chaves: Chronic Traumatic Encephalopathy; Football; Craniocerebral Trauma. RESULTADOS: Alterações de comportamento, humor e sintomas cognitivos são atribuídos aos indivíduos tanto de patologia leve (estágios I e II) quanto  de patologia grave (estágios III e IV) da ETC, enquanto sinais de demência são mais comuns aos indivíduos com patologia grave. DISCUSSÃO: A severidade da doença é distribuída pela capacidade máxima de jogo, com isso os jogadores profissionais são mais suscetíveis à ETC grave. Além disso, outros fatores relacionados ao futebol americano podem influenciar o risco de ETC e a gravidade da doença, incluindo a idade de início no futebol, a duração do jogo, a posição do jogador, os acertos cumulativos, a aceleração linear e rotacional dos acertos. CONCLUSÃO: Portanto, apesar da falta de aprofundamento no assunto, esses achados sugerem que a ETC pode estar associada à participação prévia no futebol americano e que um alto nível de jogo pode estar relacionado ao aparecimento de doenças.


Keywords


Encefalopatia Traumática Crônica; Futebol Americano; Traumatismos Craniocerebrais

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-097

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