Prevalência da doença de chagas no hemocentro coordenador de Sergipe/ Prevalence of chagas disease in Sergipe’s coordinator hemocentro

Weber de Santana Teles, Tamires Conceição Marques dos Santos, Monise Cardozo Alves, Valéria Soares de Jesus Santana, Paulo Celso Curvelo Santos Júnior, Ruth Cristini Torres, Rute Nascimento da Silva, Ângela Maria Melo Sá Barros, Verónica de Lourdes Sierpe Jeraldo

Abstract


A Doença de Chagas, causada pelo Trypanossoma cruzi (T.cruzi), é transmitida pelo inseto da subfamília Triatominae, conhecido como barbeiro, e se constitui como uma grande dificuldade de saúde pública do Brasil em diferentes campos regionais. Nos Hemocentros, na década de 50, foi constatado, com o processo migratório campo-cidade, um alto predomínio de indivíduos chagásicos; ao longo da década, nos países endêmicos, a transfusão passou a ser a principal preocupação de contaminação dos indivíduos. Diante desse contexto, faz-se visível a importância de estudos acerca dos candidatos sorológicos positivos para DC, traçando o perfil epidemiológico e auxiliando no processo de triagem em bancos de sangue. O presente trabalho teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos candidatos soropositivos para Doença de Chagas. Trata-se de uma análise retrospectiva de 77.791 indivíduos candidatos à doação de sangue que foram atendidos pelo Hemose, no período de 2015 a 2017. Para tanto, foram utilizados os testes Qui-quadrado de Pearson e U-Mann Whitney de amostras independentes, com um intervalo de confiança de 95%. A taxa de infecção foi de 0,1% (68 infectados), sendo que a maioria (66,2%) reside no interior de Sergipe; houve predomínio da doença no sexo masculino (45,5%), no ano de 2017, apresentando-se na faixa etária entre 25 e 50 anos, e o nível educacional em que prevaleceu foi o 2º Grau Completo (31,8%). No presente estudo, foi constatado um alto índice de infecção no interior do Estado, confirmando a presença de infecção na população.


Keywords


Doença de Chagas, Bancos de Sangue, Estudos Soroepidemiológicos.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-015

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