A incidência de uma gravidez ectópica e sua relação com o quadro de infertilidade / The incidence of an ectopic pregnancy and your relationship with infertility

Vitória Sarti Vessoni Santos, Gabriella Soares de Souza

Abstract


Objetivos: Realizar um levantamento epidemiológico do número de casos de Gravidez Ectópicas (GE) confirmadas, na Rede Pública de Saúde no Estado de São Paulo. Métodos: O estudo foi do tipo observacional retrospectivo, a partir do levantamento do número de mulheres com casos confirmados de gravidez ectópica, foram coletados 30 dados epidemiológicos alocados em duas faixas etárias, de 19 a 35 anos e de 35 a 43 anos. Nessa análise retrospectiva foram estudados os dados como Idade, Tipo de GE, Tempo de GE e Tratamento. Resultados: Dos 30 dados epidemiológicos, foi observado que a idade média das mulheres é 36,1 anos, porém a idade média do desenvolvimento da GE foi de 29,3 anos. Seguindo o mesmo viés 17 mulheres passaram por procedimento cirúrgico para correção, em contrapartida 13 utilizaram administração de fármaco injetável local ou sistêmica de Metotrexato. Além disso, apenas 1 apresentou recidiva de GE e, 19 engravidaram normalmente. Todavia, 10 mulheres removeram Trompas de Falópio e Ovário assim, desenvolvendo um quadro de infertilidade. Sugere-se que o desenvolvimento de uma GE é um fator de risco para ocorrência de infertilidade, uma vez que não diagnosticada nos períodos iniciais, os tratamentos realizados são altamente invasivos e arriscados, como cirurgias de remoção de estruturas anatômicas e complicações advindas dos procedimentos. Conclusão: O seguinte trabalho expõe de forma sigilosa a seguinte evidência, dos 30 dados epidemiológicos estudados 10 mulheres apresentam quadros de infertilidade em função do descobrimento tardio e tratamento cirúrgico. Portanto, se faz necessário que o diagnóstico aconteça antes do segundo trimestre gestacional.


Keywords


Gravidez ectópica, Infertilidade, Inseminação

References


PINHEIRO, P. Gravidez ectópica: fatores de risco e tratamento. BMJ Sexual & Reproductive Healthcare. v. 37. n.4, 2011.

LIMA, B.C et al. Gravidez ectópica: reflexões acerca da assistência de enfermagem. Temas em Saúde. v. 18. n.1, 2018.

ALKATOUT, I. et al. Clinical diagnosis and treatment of ectopic pregnancy. Obstetrics Gynecologic Survive. v. 68, 2013.

BOUYER, J. et al. Sites of ectopic pregnancy: a 10 years population-based study of 1800 cases. Human Reproductive. v. 17, 2002.

FICHMAN V, COSTA RS, MIGLIOLI TC, MARINHEIRO LP. Associação entre obesidade e infertilidade anovulatória. einstein (São Paulo). 2020;18:eAO5150. http://dx.doi.org/10.31744/ einstein_journal/2020AO5150.

MOREIRA, T.N.S; AZEVEDO, D.G; Estresse e função reprodutiva feminina. Rio de Janeiro. 2010. Polêmica, p. 58-63.

FREITAS, G.C. Indicações de inseminação artificial. Medicina Reprodutiva; 2017.

FILHO, R.R. Qual diferença entre fertilização in vitro e inseminação artificial. Mater Prime; 2020.

OLIVEIRA, F.G, et al. Qual a diferença entre fertilização e inseminação. Super Interessante, Fevereiro, 2012.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-006

Refbacks

  • There are currently no refbacks.