Yersinia Pestis e a Peste: uma visão holística no século 21/ Yersinia Pestis and The Plague: a holistic view in the 21st century

Yves Henrique Faria Dias, Mariana Vanon Moreira, Vítor Couri Blassioli, Elisa Almeida Rezende, Luísa Rodrigues Garcia, Felipe Mazocoli Felizardo, Maria Clara Lopes Rezende, Allana Belinato Almeida, Daniele Langner, Rafael Liziero Tavares

Abstract


Introdução: A peste, doença infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis, foi uma das mais relevantes e devastadoras epidemias vividas pela humanidade, capaz de dizimar populações durante séculos - fato que evidenciou repercussões políticas, socioeconômicas e culturais incomparáveis. Apesar da grande evolução da medicina, a peste ainda continua endêmica em certos lugares do planeta, causando entre 1000 e 3000 casos todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde - o que a levou a ser considerada como uma doença infecciosa reemergente. Metodologia: Utilizou-se a base Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed), sob os descritores Yersinia pestis, com a seleção de artigos de revisão e artigos originais, seguindo critérios de elegibilidade. Foram encontrados 1033 textos, com seleção inicial de 115, dos quais restaram 24 artigos elegíveis. Resultados: Os artigos, em sua maioria redigidos em língua inglesa, contemplavam também publicações de autores e periódicos de diferentes nacionalidades. A maioria dos artigos abrangiam os anos de 2016 (dez) e 2021 (um), e grande parte foi publicada nos últimos 5 anos. Considerações finais: A evolução da Y. pestis cursou com o ganho de importantes estruturas de virulência que a tornam uma bactéria extremamente nociva quando não tratada adequadamente. Com isso, nota-se a existência de focos endêmicos de peste mundialmente, o que indica falhas no controle dos reservatórios bacterianos e na conscientização populacional, sendo determinante a necessidade de implementação e aprimoramento das técnicas de profilaxia nesses locais.

 


Keywords


Yersinia pestis, epidemiologia, fisiopatologia, tratamento.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-379

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