Avaliação da qualidade de vida e depressão em pacientes com esclerose múltipla em Juiz de Fora / Evaluation ok quality of life and depression in patients with multiple sclerosis in Outside Judge

Ana Claudia de Oliveira do Carmo Pereira, Flávia Brandão Spinola, Maria Cecília Peixoto, Nicolle Nunes Pedro, Túlio Andrade Benevenute, Victor Muniz Rodrigues, Anna Marcella Neves Dias, Nathália Barbosa do Espírito Santo Mendes, Guilherme Neumann de Araújo

Abstract


Introdução: A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central, de natureza inflamatória, crônica, progressiva e de causa desconhecida. Esta patologia leva a alterações das funções executivas do ponto de vista cognitivo, por ser uma doença neurológica. Nos casos de esclerose múltipla os déficits cognitivos podem interferir negativamente na qualidade de vida, tendo em vista que as funções executivas são essenciais para autonomia, funcionalidade e adaptação à rotina e novas situações de aprendizagens. Objetivo: Verificar a qualidade de vida e a prevalência da depressão em pacientes com Esclerose Múltipa. Métodos: Foi realizado um estudo observacional do tipo transversal a respeito da qualidade de vida e incidência de depressão em pacientes diagnosticados com esclerose múltipla em um centro de apoio do município de Juiz de Fora, Minas Gerais. Foram aplicados três questionários: um Socioeconômico, Determinação Funcional da Qualidade de Vida na Esclerose Múltipla (DEFU) e o Inventário de Depressão de Beck em 12 indivíduos diagnosticados com esclerose múltipla. Resultados: A amostra envolveu 12 pacientes, sendo 83,3% do sexo feminino com idade média de ±34 anos. Os resultados obtidos pela aplicação de DEFU indicaram que 58,3% dos pacientes têm boa qualidade de vida, 41,6% têm qualidade de vida muito boa e nenhum resultado para ruim e ótima. Em relação à depressão, 41,66% não apresentam depressão e 58,34% têm algum grau de depressão. Conclusões: A maioria dos pacientes portadores de EM apresentam boa qualidade de vida, e a prevalência de depressão nesses pacientes é significativa, acometendo mais da metade deles.


Keywords


Esclerose Múltipla, Qualidade de Vida, Depressão, Autonomia.

References


Munger KL, Levin LI, O’Reilly EJ, Falk KI, Ascherio A. Anti-Epstein-Barr virus antibodies as serological markers of multiple sclerosis: a prospective study among United States military personnel.MultScler. 2011;17(10):1185-93.

Brasil Departamento de Informa?tica do SUS -DATASUS. Pesquisa com dados do DATASUS sobre mobilidade em pacientes com esclerose mu?ltipla e? um dos destaques do 15o Encontro Anual de Esclerose Mu?ltipla BCTRIMS 2014. [texto na internet]. 2014. [citado 2019 Fev 20]. Disponível em: http://datasus.saude.gov.br/noticias/atualizacoes/506-pesquisa-com-dados-do-datasus-sobre-mobilidade-em-pacientes-com-esclerose-multipla-e-um-dos-destaques-do-15-encontro-anual-de-esclerose-multipla-bctrims-2014.

Nogueira IC, Porto ACP, Silva EG et al. Avaliação da ansiedade, depressão e qualidade de vida em pacientes com esclerose múltipla. Revista Inspirar. 2017; 14(3): 6-10.

Diniz MLF, Sedo M, Fuentes D, Leite WB. Neuropsicologia das funções executivas. 2a ed. Porto Alegre: Artmed; 2008.

Mitchell AJ, Kemp S, Leo?n JB, Reuber M. The influence of cognitive impairment on health-related quality of life in neurological disease. Acta Neuropsychiatrica. 2010; 22: 2-13.

Ytterberg C, Lundqvist S, Johansson S. Use of health services in people with multiple sclerosis with and without depressive symptoms: a two-year prospective study. BMC Health Services Research.2013; 365(13):1-7.

Mendes MF, Balsimelli S, Stangehaus G, Tilbery CP. Validação da escala de determinação funcional da qualidade de vida na esclerose múltipla para a língua portuguesa. Arq. Neuro-Psiquiatr. 2004; 62(1): 108-13.

Baptista MN, Souza MS, Alves GAS. Evidências de validade entre Escala de Depressão (EDEP), o BDI e o Inventário de Percepção de Suporte Familiar (IPSF). Psico-USF. 2008; 13(2): 211-220.

Neves CFS, Rente JAPS, Ferreira ACS, Garrett ACM. Qualidade de vida da pessoa com esclerose múltipla e dos seus cuidadores. Revista de enfermagem. 2017; 12(4) 85-96.

Garg N, Smith TW. Na update on immunopathogenesis, diagnosis, and treatment of multiple sclerosis. Brain and behavior. 2015;5(9).

da Silva MPF, Japiassú JF, Japiassú LFF, Miura CTP, Morais PHPR, Muccini RR et al. Esclerose múltipla , qualidade de vida e independência motora, quando realmente se correlacionam. Braz. J. Hea. Rev. 2020; 3(6): 18572-6.

Quintanilha RS, Lima LR. Avaliação da qualidade de vida em portadores de esclerose múltipla. Revista de enfermagem. 2010; 4(1): 156-64.

Tauil CB, Grippe TC, Dias RM et al. Suicidal ideation, anxiety, anda depression in patients with multiple sclerosis. Arq neuropsiquiatr. 2018; 76(5): 296-301.

Baggio BF, Teles RA, Renosto A, Alvarenga LFC. Perfil epidemiológico de indivíduos com Esclerose Múltipla de uma associação de referência. Rev Neurocienc. 2011; 19(3): 458-61.

Ribeiro BB, Pereira LS, Mello NF, Filippin NT. Relação da incapacidade funcional, fadiga e depressão com a qualidade de vida de pessoas com esclerose múltipla. Revista Biomotriz. 2014; 8(1): 50-4.

Almeida LHRB, Oliveira FTM, Silva MKM et al. Conhecimento dos profissionais de saúde sobre esclerose múltipla. Acta Scientiarum. Health Sciences. 2011; 33(2): 133-8.

Coelho JCQ. Ansiedade e depressão na pessoa com esclerose múltipla. Revista de psicologia. 2010; 1: 547-57.

Gay MC, Vrignaud P, Garite C, Meunier C. Predictors of depression in multiple sclerosis. Acta Neurol Scand. 2010; 121(3): 161-70.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-317

Refbacks

  • There are currently no refbacks.