Avaliação do conhecimento de pacientes de uma unidade de atenção primária à saúde acerca de medicamentos isentos de prescrição / Evaluation of the knowledge of patients in a primary health care unit about over-the-counter drugs

Joshua Levi Maia Magalhães, Stephany Arruda Santos, Brenda Letícia Martins Belém, Italo Nunes Arrais de Sousa, Danilo Maciel Araújo, Isabelle de Fátima Vieira Camelo Maia, Lorena Karla Estevam da Silva, Paulo Yuri Milen Firmino, Ramon Roseo Paula Pessoa Bezerra de Menezes, Nirla Rodrigues Romero

Abstract


De acordo com a ANVISA, os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), ou como conhecidos internacionalmente como over-the-counter (OTC) drugs, que são medicamentos disponíveis ao autosserviço em farmácias e drogarias e que, dessa forma, não necessitam de prescrição médica para que sejam dispensados. Estes são indicados para tratar problemas de saúde autolimitados, como tosse, indigestão e resfriados. Tendo isso em vista, o presente estudo objetivou identificar o conhecimento dos pacientes atendidos em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde sobre o uso de Medicamentos Isentos de Prescrição. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório realizado em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde de um bairro da cidade de Fortaleza, realizado no período de abril a maio de 2019. Foram convidados a participar do estudo os pacientes que frequentaram a unidade durante o período de realização da pesquisa, totalizando 120 pessoas. Para a coleta de dados foi aplicado um questionário elaborado pelos pesquisadores, contendo quinze questões, estruturadas em blocos temáticos. Dos 120 participantes da pesquisa apenas 27,5% (n=33) souberam citar corretamente um MIP, quando questionados dos malefícios 50,9% (n=29) disseram não conhecer nenhum malefício. A dipirona (22,8%), a associação orfenadrina + dipirona + cafeína (19,3%) e o paracetamol (12,3%) foram, respectivamente, os três medicamentos mais citados como MIPs. Com base nas respostas obtidas, observou-se que ainda existe muita desinformação a respeito dos Medicamentos Isentos de Prescrição, tanto em relação à sua definição quanto aos seus riscos. Portanto, salienta-se que deve haver uma maior orientação, em especial por parte dos farmacêuticos.


Keywords


Medicamentos Isentos de Prescrição, Atenção Primária, Farmacêutico.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-199

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