Aspectos clínicos e radiológicos indicadores de malignidade nos paragangliomas / Clinical and radiological aspects of malignity indicators in paragangliomas

Gabriel Albuquerque Mesquita, Victoria Cristina Lodron Pires, João Victor de Miranda Avelar, João Pedro Santana Vieira, Beatriz Martins Guerra Pantuza Almeida, Luís Fernando Mendes Pereira, Rômullo Vinícius Dutra Menezes, Thales Rezende Correa, Vitor Carreira Braga, Luis Fernando Faria Oliveira

Abstract


INTRODUÇÃO: Paragangliomas são tumores neuroendócrinos de localização extra-adrenal, originados nos gânglios do sistema nervoso periférico autônomo, distribuídos desde a base do crânio até o assoalho pélvico. São classificados de acordo com sua função em simpáticos e parassimpáticos. A apresentação clínica é variável de acordo com a sua localização e neurotransmissor secretado. Possuem baixa incidência de malignidade, cerca de 25%. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa na literatura com busca nas bases de dados U.S National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO) utilizando os descritores do DECS: “Paraganglioma”, “Neuroendocrine tumors”,” diagnostic imaging” e “Paraganglioma, Extra-Adrenal”. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A diferenciação entre tumores malignos e benignos ainda é incerta, pois determinadas características podem ser observadas em ambos. Este estudo revisional apresenta parâmetros radiológicos em associação com a medicina nuclear e aspectos clínicos, na tentativa de esclarecer esta diferenciação, tanto no diagnóstico como no estadiamento e tratamento. CONCLUSÃO: Até hoje, vários marcadores bioquímicos, histológicos, imunohistoquímicos e radiológicos não demonstraram individualmente a capacidade de determinar malignidade. No entanto, algumas características desses exames quando correlacionados parecem ter relação com o risco potencial maligno.

 


Keywords


Paraganglioma, Tumores Neuroendócrinos, Diagnóstico de Imagem, Paraganglioma Extra-adrenal.

References


Palha A, Cortez L. Paragangliomas: Diagnóstico, Tratamento e Seguimento. Rev Port Endocrinol Diabetes Metab. 2017;12(2):215-222.

Feng, N., Zhang, W. Y., & Wu, X. T. (2009). Clinicopathological analysis of paraganglioma with literature review. World journal of gastroenterology: WJG, 15(24), 3003.

Barnes, Leon, et al., eds. Pathology and genetics of head and neck tumours. Vol. 9. IARC, 2005.

Kantorovich V, Pacak K. Pheochromocytoma and paraganglioma. Prog Brain Res. 2010;182:343–73.

Antunes PMBB, Ferreira MMSACB. Feocromocitoma e Paraganglioma Malignos: A Importância do Estudo Genético. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. 2014.

Parenti G, Zampetti B, Rapizzi E, Ercolino T, Giachè V, Mannelli M. Updated and new perspectives on diagnosis, prognosis, and therapy of malignant pheochromocytoma/paraganglioma. J Oncol. 2012;2012:872713.

Lenders JWM, Duh QY, Eisenhofer G, Gimenez-Roqueplo AP, Grebe SK, Murad MH, et al. Pheochromocytoma and paraganglioma: an Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2014; 99:1915–42.

Baudin E, Habra MA, Deschamps F, Cote G, Dumont F, Cabanillas M, et al. Treatment of malignant pheochomocytoma and paraganglioma. Eur J Endocrinol. 2014;171:R111-22.

Eisenhofer G, Lenders JWM, Siegert G, et al. Plasma methoxytyramine: a novel biomarker of metastatic pheochromocytoma and paraganglioma in relation to established risk factors of tumour size, location and SDHB mutation status. Eur J Cancer. 2012;48(11):1739–49.

Andersen KF, Altaf R, Krarup-Hansen A, et al. Malignant pheochromocytomas and paragangliomas - the importance of a multidisciplinary approach. Cancer Treat Rev. 2011;37(2):111–9.

Corssmit EP, Romijn JA. Clinical management of paragangliomas. Eur J Endocrinol. 2014;171:R231-43

Korevaar TIM, Grossman AB. Pheochromocytomas and paragangliomas: assessment of malignant potential. Endocrine. 2011;40(3):354–65

Martins R, Bugalho MJ. paragangliomas/pheochromocytomas: clinically oriented genetic testing. Int J Endocrinol. 2014;2014:794187.

Welander J, Soderkvist P, Gimm O. Genetics and clinical characteristics of hereditary pheochromocytomas and paragangliomas. Endocr Relat Cancer. 2011;18(6):R253– R276.

Taïeb D, Timmers HJ, Hindié E, Guillet BA, Neumann HP, Walz MK, et al. EANM 2012 guidelines for radionuclide imaging of phaeochromocytoma and paraganglioma. Eur J Nucl Med Mol Imaging.2012;39:1977–95

Fishbein L, Nathanson KL. Pheochromocytoma and paraganglioma: understanding the complexities of the genetic background. Cancer Genet. 2013;205:1–11.

Costa SRP, Pinheiro RN, Piazzola LP, Takano GHS, Lupinacci RA. Paraganglioma pré-aórtico gigante. ABCD, arq. bras. Cir. Dig. vol. 21 no.4 São Paulo Dec. 2008.

Milardovic R, Corssmit EP, Stokkel M. Value of 123I-MIBG scintigraphy in paraganglioma. Neuroendocrinology. 2010;91:94-100.

Santos J, Paiva I, Carvalheiro M. Feocromocitoma: actualizações no diagnóstico e tratamento. Rev Port Endocrinol Diabetes Metab.2009;4:99-111.

Fishbein L, Bonner L, Torigian DA, Nathanson KL, Cohen DL, Pryma D, et al. External beam radiation therapy (EBRT) for patients with malignant pheochromocytoma and non-head and -neck paraganglioma: combination with 131I-MIBG. Horm Metab Res. 2012; 44:405-10.

Huang H, Abraham J, Hung E, et al. Treatment of malignant pheochromocytoma/paraganglioma with cyclophosphamide, vincristine, and dacarbazine: recommendation from a 22-year follow-up of 18 patients. Cancer. 2008;113(8):2020–8




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-181

Refbacks

  • There are currently no refbacks.