Tromboelastometria e outras atualizações no atendimento inicial ao choque no trauma / Thromboelastometry and other updates in the initial care for trauma shock

Karolayne Coelho Navarro, Nathalia Layce Noronha Teixeira, Izabela Fernanda Ribeiro Masson, Kássia Rejane Oliveira Bueno, Antonio Carlos de Souza

Abstract


1 INTRODUÇÃO

O manejo do paciente traumatizado é renovado a cada quatro anos pelo manual Advanced Trauma Life Support (ATLS) e treinamento médico desenvolvido pelo American College of Surgeons. Assim, esta revisão do ATLS traz as novas atualizações do capítulo referente à abordagem inicial ao paciente com choque no trauma.

 

2 METODOLOGIA

Com o propósito de se alcançar o objetivo deste estudo, foi realizado uma revisão sistemática de literatura e uma análise rigorosa do capítulo de choque ATLS 9ª edição do ano de 2014 em comparação com a 10ª edição lançado em 2018. Além disso, foi utilizado um artigo científico publicado em 2017, disponível na base de dados SciELO, e encontrado por meio do descritor “Tromboelastometria”.

 

3 DISCUSSÃO

Entre as atualizações quanto ao atendimento inicial do choque, tem-se a alteração do cateter venoso alibre 14 para menor (até 18), utilizando-o para obter apenas um acesso periférico e repondo 1L de cristaloide. Ainda, modificou a regra de 3:1, em que a cada 1mL de sangue perdido repõe 3mL de cristaloide, para de 1:1:1, em que repõe 1 concentrado, 1 plaqueta e 1 plasma fresco. Após esse volume avalia-se a necessidade de transfusão sanguínea. Considerando a tríade letal, hipotermia, acidose e distúrbios na coagulação, a avaliação precisa dos componentes de hemoderivados, passa a recomendar a   Tromboelastometria (TEM). A TEM é expressa em  um gráfico com quatro pontos de avaliação, o Clotting Time (CT), o Ângulo Alfa (AA), a Maximum Clot Firmness (MCF) e Maximum Lysis ML). O CT equivale ao tempo até começo da formação do coágulo, quando prolongado significa deficiência dos fatores de coagulação, sendo necessário plasma fresco congelado. O AA é a angulação descrita pelo estado de coagulabilidade do paciente e avalia a necessidade de fibrinogênio, quanto mais agudo mais hipocoagulável, o obtuso é a tendência a hipercoagulabilidade. O MCF indica a qualidade do coágulo, quedas na amplitude indica carência de plaquetas. O ML interpreta a fibrinólise, quando reduzido aponta a demanda de Ácido Tranexâmico afim de reduzir a mortalidade do paciente.

 

4 CONCLUSÃO

Recentemente as recomendações para a abordagem inicial ao paciente com trauma grave e choque foram revistas. A partir da análise percebe-se que se deixou para trás aquela ideia de hiperhidratar o paciente, além de ter demonstrado a importância da TEM. Dessa forma, a TEM fornece dados objetivos para indicar as necessidades reais de hemoderivados resultando em menor mortalidade no trauma grave. 


Keywords


Thromboelastometry, Thromboelastography, Hypovolemic shock.

References


AMERICAN COLLEGE OF SURGIONS COMMITTEE ON TRAUMA. Advanced Trauma Life Suport – ATLS. 9 ed., 2014.

AMERICAN COLLEGE OF SURGIONS COMMITTEE ON TRAUMA. Advanced Trauma Life Suport – ATLS. 10 ed., 2018.

CROCHEMORE, Tomaz et al. A new era of thromboelastometry. Einstein (São Paulo), Sept 2017, vol.15, no.3, p.380-385. ISSN 1679-4508.

LÓPEZ, Marina Sol et al. Tromboelastometría y tromboelastografía. Acta Bioquímica Clínica Latinoamericana, 2016; 50 (2): 319-28. Buenos Aires, Argentina. ISSN 0325-2957.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-111

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