Avaliação da automedicação entre estudantes de medicina de uma universidade pública do sudeste do Pará / Self-medication evaluation among medical students at a public university in southeastern Pará

Laís Sousa Pismel, Waleska Cheim Rocha Montalvão, Ádria Rodrigues da Silva, Norimar Pinto de Oliveira, Simone Argentino

Abstract


A automedicação consiste no consumo de um produto farmacêutico com objetivo de tratar ou aliviar sintomas ou doenças percebidos, independentemente da prescrição profissional. Este comportamento é bastante difundido e tem aumentado principalmente entre os acadêmicos da área da saúde. Deste modo, o trabalho avaliou a prática de automedicação entre estudantes de medicina, de uma instituição de ensino superior pública do sudeste do Pará. Para isso, realizou-se um estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, no qual houve a aplicação de um questionário aos acadêmicos de medicina. A análise dos dados foi feita por meio da Estatística Descritiva com a construção de tabelas e gráficos, e por meio da Estatística Analítica através dos Testes G e Qui-Quadrado Aderência para tabelas univariadas e Independência, para tabelas bivariadas. Constatou-se que dos 104 discentes, a maioria  relatou praticar automedicação, destes a maioria significativa buscou aconselhamento com parentes, utilizou conhecimentos prévios, consultou a internet e seguiu instrução da bula. Afirmaram utilizar de 2 a 3 medicamentos, sendo os mais usados analgésicos e antitérmicos, a cafeína apareceu como estimulante mais usado e a cefaleia como principal sintoma, sendo a principal justificativa  busca de alívio imediato. Concluiu-se que a prevalência da automedicação entre os acadêmicos de medicina desta instituição de ensino, é significativa, evidenciando a necessidade de intervenção das estruturas educacionais, para discussão e aprofundamento desta temática pelos discentes, tendo em vista que, como futuros médicos serão formadores de opinião.

 

 


Keywords


Automedicação, medicina, fármacos.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-082

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