Enfermagem em saúde coletiva: vivência em uma unidade básica de saúde de Pernambuco / Collective health nursing: experience in a basic health unit in Pernambuco

Ieda Beatriz dos Santos Peixoto, Anna Laryssa Mendes de Oliveira, Isabelly Huanna Oliveira Leite Santos, Bárbara dos Santos Paulino, Vitória Beatriz dos Santos Paulino, Maria Alice Tas, Leidyanne Soares Gomes, Luana Ramos da Silva

Abstract


1 INTRODUÇÃO
A atenção primária à saúde trata-se de um modelo de assistência à saúde que surgiu através da criação do SUS, a capilaridade a qualificar o mesmo, o que permite atingir os diversos públicos e locais. Dentre as atividades realizadas pela Estratégia de Saúde da Família, a visita domiciliar é o principal instrumento utilizado pelas equipes para inserção e conhecimento do contexto de vida da população, assim como estabelecimento de vínculos entre profissionais e usuários.

2
OBJETIVO Reportar a vivência de discentes de Enfermagem relacionada a uma unidade básica de saúde de Pernambuco durante as aulas práticas da disciplina de Saúde Coletiva II.

3 METODOLOGIA
Trata-se de um relato de experiência, uma abordagem metodológica adotada para como tratamentos baseou-se na utilização do bambu, buscando através do mesmo o impulsionamento das potencialidades da comunidade em questão. As atividades realizadas nas visitas domiciliares abrangeram duas famílias do território adscrito, destacando-se as potencialidades existentes entre os membros do núcleo familiar. Posteriormente, foi realizado o planejamento para intervenção de modo individual e coletivo para cada família em questão.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Não foram encontradas divergências quanto as recomendações teóricas relacionadas a PNAB 2017 e a sua aplicação em prática a unidade básica de saúde. A utilização do método bambu constatou-se como ferramenta essencial e satisfatória para a atenção primária a saúde, o método, consiste em uma ferramenta validada nacional e internacionalmente, possibilitando não só a promoção, mas também a prevenção da saúde a partir da formulação de estratégias de planejamento direcionadas ao usuário e comunidade (LIMA, 2018; MENEZES FILHO, 2007).
Após a visita domiciliar, a partir da adoção do método bambu, o planejamento baseou-se na implementação de diálogos acerca das boas práticas de alimentação e realização de exercícios físicos para melhor qualidade de vida, formulação de caixa organizadora para medicamentos, dinâmicas de autoestima e escuta ativa.
A partir das atividades realizadas pode-se notar que se pode atingir a qualidade da assistência na atenção primária a saúde através da adoção de métodos eficazes associados ao bom planejamento, conhecimento científico e vínculo com a comunidade.
A atuação da enfermagem em saúde coletiva se faz imprescindível, uma vez que o profissional abrange cuidados a todos os níveis de idade e necessidades presentes no território, adotando uma visão ampliada do processo de saúde – doença- cuidado, tendo, portanto, relação direta nas atividades e práticas desenvolvidas na comunidade. (FORTUNA, 2019).
Para Baquião (2019) a realização de atividades práticas, com vivências dos estudantes no território, em conjunto com os profissionais e docentes, contribui qualitativamente para assistência em saúde, fomentando a prática profissional dos discentes. Em complemento, segundo Belém (2018) a formação dos profissionais da enfermagem, em especial, em saúde coletiva, contribuem para o desenvolvimento da criticidade frente as questões sociais, resultando em profissionais conscientes e responsáveis.

5 CONCLUSÃO
Pode-se exigir que uma atenção primária a saúde apresenta-se fundamental como porta de entrada do sistema de saúde, realizando atividades integradas, articuladas e planejadas de acordo com as demandas da comunidade. Como visitas domiciliares permitem a continuidade da assistência, assim como são essenciais para a comunicação entre um UBS e o usuário, potencializando o vínculo e possibilitando resultados satisfatórios. O método bambu constitui-se como ferramenta estratégica que pode ser adotada para prática assistencial. A inserção do estudante na rede básica de saúde permite a construção de práticas pedagógicas e de cuidado conjunto, entre profissionais de diversas áreas e a comunidade.


References


BAQUIÃO, L. S. M., COSTA, A. M. B. A interação entre instituição de ensino e serviço de saúde: estágio em saúde coletiva. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 2, n. 4, p. 3599-3602, 2019. DOI:10.34119/bjhrv2n4-122.

BELEM, J. M. et al. Avaliação da aprendizagem no estágio supervisionado de enfermagem em saúde coletiva. Revista Trabalho educação e saúde, Rio de Janeiro, v. 16, n. 3, p. 849-867, 2018.

FORTUNA, C. M., MATUMOTO, S., MISHIMA, S. M., RODRÍGUEZ, A. M. M. M. Enfermagem em Saúde Coletiva: desejos e práticas. Revista Brasileira e Enfermagem, Brasília, v.72, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0632.

GOMES, C. B. S., GUTIERREZ, A. C., SORANZ, D. Política Nacional de Atenção Básica de 2017: análise da composição das equipes e cobertura nacional da Saúde da Família. Revista Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 1327-1338, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232020254.31512019.

LIMA, E. A. C., LOPES, C. A., BARBOSA, J. L. C. S. N., SOUZA, M. J. A., FONSECA, M. R. O; BARROS, M. B. S. C. Método bambu como estratégia de planejamento na atenção primária à saúde: relato de experiência. American Journal of Scientific Research and Reviews, 2018.

MENEZES FILHO, A., SÁ, R. F., ARAÚJO, J., FREIRE, M. S. M, SALLES, R. S., CHUMA, J. et al. Manual do método bambu. Núcleo de Saúde Pública e Desenvolvimento Social. Recife: NUSP/UFPE; 2007.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-015

Refbacks

  • There are currently no refbacks.