Expectativa de vida de idosos e doenças crônicas / Life expectancy of the elderly related a chronic disease

Emanuelly Casal Bortoluzzi, Andréia Mascarelo, Marcos Paulo Dellani, Ana Luisa Sant’Anna Alves, Marilene Rodrigues Portella, Marlene Doring

Abstract


As doenças crônicas, principalmente a presença de mais de uma condição crônica em um mesmo indivíduo, apresentam implicações negativas e a necessidade de atenção e tratamento contínuos ao longo da vida. Nesse sentido objetiva-se estimar a expectativa de vida geral, com e sem doenças crônicas e multimorbidade em idosos residentes em municípios de pequeno porte. Trata-se de um estudo de estimativa de expectativa de vida por meio do método de Sullivan, logo, utilizou-se os dados de dois estudos transversais, de base populacional, dados referentes ao número de habitantes do município, no período da coleta dos dados, e óbitos em um período de cinco anos. As estimativas apontam para maior expectativa de vida para mulheres, bem como maior expectativa de vida com doenças crônicas, em comparação aos homens. A diferença de estimativa de vida com multimorbidade e três ou mais doenças crônicas é significativa, entre os sexos em todas as idades, mostrando-se superior para mulheres. Portanto, as mulheres possuem estimativa de viver mais que os homens, porém com maior número de doenças crônicas, resultados que podem ser utilizados na avaliação das condições de saúde da população e subsídio para a formulação de ações de prevenção.


Keywords


Expectativa de vida, Expectativa de vida ativa, Doenças crônicas, Idoso, Cidades.

References


- Stiefel MC, Perla RJ, Zell BL. A healthy bottom line: healthy life expectancy as an outcome measure for health improvement efforts. A Milbank Quarterly 2010; 88(1): 30-53.

- Bol K. Living longer? Living better? Estimates of life expectancy and healthy life expectancy in Colorado. Health 2012; 800 (82): 1-12.

- Salomon JA, Wang H, Freeman MK, Vos T, Flaxman AD, Lopez AD, et al. Healthy life expectancy for 187 countries, 1990–2010: a systematic analysis for the Global Burden Disease Study 2010. The Lancet 2012; 380(9859): 2144-2162.

- Murray CJL, Barber RM, Foreman KJ, Ozgoren AA, Abd-Allah F, Abera SF, et al. Global, regional, and national disability-adjusted life years (DALYs) for 306 diseases and injuries and healthy life expectancy (HALE) for 188 countries, 1990–2013: quantifying the epidemiological transition. The Lancet 2015; 386 (10009): 2145-2191.

- Wohland P, Ress P, Nazroo J, Jagger C. Inequalities in healthy life expectancy between ethnic groups in England and Wales in 2001. Ethnicity & health 2015; 20(4): 341-353.

- Chang M, Chang MH, Molla MT, Truman BI, Athar H, Moonesinghe R, Yoon PW et al. Differences in healthy life expectancy for the US population by sex, race/ethnicity and geographic region: 2008. J Public Health; 37(3): 470-479.

- Love-Koh J, Asaria M, Cookson R, Griffin S. The Social Distribution of Health: Estimating Quality-Adjusted Life Expectancy in England. Value in Health 2015; 18(5): 655-662.

- Ram U, Dphil PJ, Gerland P, Hum RJ, Rodriguez P, Suraweera W, et al. Age-specific and sex-specific adult mortality risk in India in 2014: analysis of 0· 27 million nationally surveyed deaths and demographic estimates from 597 districts. The Lancet Global Health 2015; 3(12): e767-e775.

- Camargos MCS, Rodrigues RDN, Machado CJ. Expectativa de vida saudável para idosos brasileiros, 2003. Ciênc Saúde Coletiva 2009; 14(5): 1903–1909.

- Camargos MCS. Estimativas de expectativa de vida com doenças crônicas de coluna no Brasil. Ciênc Saúde Coletiva 2014; 19(6): 1803–1811.

- Camargos MCS, Gonzaga MR. Viver mais e melhor? Estimativas de expectativa de vida saudável para a população brasileira. Cad. Saúde Pública 2015; 31(7): 1460-1472.

- Corrêa P, Ribeiro É, Miranda-Ribeiro A. Ganhos em expectativa de vida ao nascer no Brasil nos anos 2000: impacto das variações da mortalidade por idade e causas de morte. Ciên. Saúde Coletiva 2017; 22(3): 1007-1017.

- Szwarcwald CL, Mota JC, Damacena GN, Pereira TGS. Health inequalities in Rio de Janeiro, Brazil: lower healthy life expectancy in socioeconomically disadvantaged areas. Am. J public health 2011; 101(3): 517-523.

- Belon AP, Lima MG, Barros MBA. Gender differences in healthy life expectancy among Brazilian elderly. Health qual life outcomes 2014; 12(1): 88, 2014.

- Campolina AG, Adami F, Santos JLF, Lebrão ML. A transição de saúde e as mudanças na expectativa de vida saudável da população idosa : possíveis impactos da prevenção de doenças crônicas. Cad. Saúde Pública 2013; 29(6): 1217–1229.

- Campolina AG, Adami F, Santos JLF, Lebrão ML. Expansion of morbidity : trends in healthy life expectancy of the elderly population. Rev Assoc Med Bras. 2014; 60(5): 434–441.

- Santos ES. Diferenciais socioeconômicos e demográficos na expectativa de vida saudável dos idosos para o Brasil e grandes regiões em 2013[dissertação]. Natal: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2018.

- Szwarcwald CL, Montilla DER, Marques AP, Damacena GN, Almeida WS, Malta DC. Desigualdades na esperança de vida saudável por Unidades da Federação. Rev Saúde Pública 2017; 51(Supl 1):7s.

- Batista SR. A complexidade da multimorbidade. J Manag Prim Health Care 2014; 5(1):125–126.

- Woo J, Leung J. Multi-morbidity, dependency, and frailty singly or in combination have different impact on health outcomes. Age 2014; 36(2): 923–931.

- Cimarras-Otal C, Calderón-Larrañaga A, Poblador-Plou B, González-Rubio F, Gimeno-Feliu LA, Arjol-Serrano JL, et al. Association between physical activity, multimorbidity, self-rated health and functional limitation in the Spanish population. BMC Public Health 2014; 14(1): 1170- 1179.

- Arokiasamy P, Uttamacharya U, Jain K, Biritwum RB, Yawson AE, Wu F, et al. The impact of multimorbidity on adult physical and mental health in low-and middle-income countries: what does the study on global ageing and adult health (SAGE) reveal?. BMC medicine 2015; 13(1): 178, 2015.

- Theme Filha MM, Souza Jr PRB, Damacena GN, Szwarcwald CL. Prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e associação com autoavaliação de saúde: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Rev Bras Epidemiol. 2015; 18(supl. 2): 83-96.

– Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013). Rio de Janeiro: instituto brasileiro de geografia e estatística; 2015.

- Malta DC, Silva Jr JB. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil e a definição das metas globais para o enfrentamento dessas doenças até 2025: uma revisão. Epidemiol Serv Saúde 2013; 22(1): 151-164.

- Organização Mundial de Saúde. Estatísticas da Saúde Mundial 2013. Geneva: OMS; 2013.

- Dellani MP. Condições de vida e saúde dos idosos residentes em um município de pequeno porte no sul do Brasil [dissertação]. Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo; 2012.

- Mascarelo A. Condições de vida e saúde dos idosos no município de Coxilha-RS [dissertação]. Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo; 2012.

- Lebrão ML, Laurenti R. Saúde, bem-estar e envelhecimento: o estudo SABE no Município de São Paulo. Rev. bras. epidemiol. 2005; 8(2): 127-141.

- European health expectancy monitoring unit. Health Expectancy Calculation by the Sullivan Method: A Practical Guide. 3º Edition. EHEMU Technical Report September; 2006.

- Salive ME. Multimorbidity in older adults. Epidemiologic reviews 2013; 35(1): 75-83.

- Boyd CM, Fortin M. Future of multimorbidity research: How should understanding of multimorbidity inform health system design? Public Health Rev. 2011; 32(2): 451-474.

- National Guideline Centre (NICE). Multimorbidity: Assessment, Prioritisation and Management of Care for People with Commonly Occurring Multimorbidity. London: National Institute for Health and Care Excellence (UK); 2016.

– Koller D, Schon G, Schafer I, Glaeske G, Bussche H, Hansen H. Multimorbidity and long-term care dependency — a five-year follow-up. BMC Geriatrics 2014; 14(1): 70–78.

- Mavaddat N, Valderas JM, Van Der Linde R, Khaw KT, Kinmonth AL. Association of self-rated health with multimorbidity, chronic disease and psychosocial factors in a large middle-aged and older cohort from general practice: a cross-sectional study. BMC family practice 2014; 15(1): 185–195.

- Jia H, Lubetkin EI. Comparing quality-adjusted life expectancy at different levels of physical activity. J Phys Act Health 2014; 11(2): 278- 284.

- Madeira MC, Siqueira FCV, Facchini LA, Silveira DS, Tomasi E, Thumé E, et al. Atividade física no deslocamento em adultos e idosos do Brasil: prevalências e fatores associados. Cad. Saúde Pública 2013; 29(1): 165-174.

- Maga M, Janik MK, Wachsmann A, Janik OC, Koziej M, Bajkowski M, et al. Influence of air pollution on exhaled carbon monoxide levels in smokers and non-smokers. A prospective cross-sectional study. Environmental Research 2016; 152: 496-502.

- Larkin A, Van Donkelaar A, Geddes JA, Martin RV, Hystad P. Relationships between Changes in Urban Characteristics and Air Quality in East Asia from 2000 to 2010. Environ. Sci. Technol. 2016; 50(17): 9142-9149.

- Morris EA, Hirsch JA. Does rush hour see a rush of emotions? Driver mood in conditions likely to exhibit congestion. Travel behaviour and society 2016; 5: 5-13.

- Hughes LD, Mcmurdo MET, Guthrie B. Guidelines for people not for diseases: the challenges of applying UK clinical guidelines to people with multimorbidity. Age and ageing 2013; 42(1): 62-69.

- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). State-specific healthy life expectancy at age 65 years--United States, 2007-2009. MMWR. 2013; 62(28): 561-566.

- Andrade FCD, Corona LP, Lebrão ML. Duarte YAO. Life expectancy with and without cognitive impairment among Brazilian older adults. Arch Gerontol Geriatr 2014; 58(2): 219-225.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-243

Refbacks

  • There are currently no refbacks.