Incidência de Meningite entre os anos de 2015 a 2019 no Estado de Alagoas / Incidence of Meningitis between the years 2015 to 2019 in the State of Alagoas

Sofia dos Anjos Cruz, Thayná de Alencar Bernardo, Waléria Dantas Pereira Gusmão

Abstract


Introdução: A meningite é uma doença infecciosa de caráter inflamatório que acomete as membranas de revestimento da medula espinhal e do cérebro, as meninges. Sua etiologia é diversa, podendo ser decorrente da infecção por bactérias, vírus, protozoários, helmintos, fungos e outros microrganismos. No Brasil ela é endêmica e, geralmente, apresentando-se mais frequentemente nos meses de inverno, com surtos ocasionais em outros períodos, o que caracteriza um padrão cíclico de sazonalidade durante o ano. Nesse sentido, a meningites infecciosa institui-se como um importante problema de saúde pública, sendo categorizada em um grupo de doenças de notificação compulsória, cujos dados são armazenados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Objetivo: Analisar a incidência de casos de meningite no Estado de Alagoas notificados no SINAN durante os últimos cinco anos. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, de caráter quantitativo, retrospectivo. Os dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais foram obtidos no banco oficial do SINAN, do Ministério da Saúde, através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), entre os anos de 2015 e 2019. Resultados e Discursões: Foram notificados um total de 524 casos de meningite no Estado de Alagoas no período analisado, tendo uma média de 104,8 notificações por ano. A relação entre faixa etária e os casos notificados de meningite mostrou um maior acometimento dos indivíduos presentes no intervalo entre 20 a 39 anos correspondendo a 31,10% do total de casos.  Quanto ao sexo, a maior incidência ocorreu em homens com um percentual de 59,16% do total de casos. Dentre as etiologias registradas, a meningite bacteriana corresponde a 24,24% (127) dos casos notificados, sendo as bactérias os patógenos mais encontrado nos diagnósticos, sendo o método para diagnóstico da meningite mais utilizado o quimiocitológico. Conclusão: Os dados e informações reafirmam a necessidade de ações relacionadas a meningite no Estado, por meio da promoção e prevenção a saúde, com foco na Atenção Básica, visto que a população mais vulnerável está sujeita a transmissão em locais de maior aglomeração e carência de educação higiênica.


Keywords


Meningite, Incidência, SINAN.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-171

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