De mãe para filho (a): os impactos da sífilis gestacional e congênita na saúde pública do Brasil / From mother to child: the impacts of gestational and congenital syphilis on public health in Brazil

Luís Roberto da Silva, Laís Eduarda Silva de Arruda, Jonathan Willams do Nascimento, Marcelo Victor de Arruda Freitas, Isadora Sabrina Ferreira dos Santos, José Thiago de Lima Silva, Thiago da Silva Freitas, Ricardo José Ferreira, Emília Carolle Azevedo de Oliveira

Abstract


No Brasil a sífilis ainda é um grave problema de saúde pública com diversas repercussões, dentre seus tipos, a gestacional e a congênita são infecções que refletem a situação de saúde de um lugar e a qualidade da atenção. Este trabalho objetivou analisar a distribuição dos casos de sífilis materna e congênita nas cinco regiões brasileiras no período de 2015-2018 e discutir seus impactos na saúde pública. Os dados foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e no site do Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), em seguida foram processados em planilhas do Excel 2016®, para elaboração das análises e criação de gráficos e tabelas. Dentre os resultados encontrados, notou-se que a região Sudeste se destacou em todos os anos, por ser a região com maior quantidade de casos notificados de sífilis congênita e gestacional. Além disso, outro achado importante foi o de que a maioria das mães que tiveram filhos com sífilis congênita realizaram consultas de pré-natal, porém muitas só tiveram o diagnóstico durante o parto. Outros pontos relevantes foram o elevado percentual de parceiros sexuais das mães com sífilis que não realizaram o tratamento e os óbitos infantis que tiveram como causa a sífilis congênita. Dessa forma, ficou evidente como as ações na atenção básica ainda são frágeis na identificação dos casos e torna-se imprescindível o fortalecimento e a qualificação destes serviços em saúde, para que esses possam identificar precocemente a sífilis em gestantes e iniciar o tratamento desta e de seu parceiro sexual imediatamente, visto que possui as tecnologias necessárias para isto. Também é necessário, o fortalecimento das ações de educação em saúde visando a conscientização sobre os riscos do não uso de preservativo nas relações sexuais e dos mecanismos de controle da sífilis congênita.


Keywords


Sífilis Congênita, Saúde Pública, Cuidado Pré-Natal.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-028

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