Avaliação da qualidade de vida de policiais militares que trabalham no município de Marabá, Pará / Evaluation of the quality of life of military police officers working in the municipality of Maraba, Para

Anderson Braga Rodrigues Cardoso, Lucas Lopes da Costa, Lucas Ribeiro Silva Sodré, Pedro Henrique de Oliveira Fornaciari, Laís Balla Lucena, Dayane Diniz Martins, Karina Keila Monteiro Almeida, Simone Argentino

Abstract


O tema qualidade de vida tem se destacado, não só pelos aspectos físicos e psicológicos, mas por toda sua abrangência e importância na sociedade moderna. Dessa forma, através de instrumentos como The World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-bref) é possível estimar o nível de qualidade de vida, auxiliando na geração de mudanças e criação de hábitos saudáveis, resultando em melhoria na satisfação com a vida e bem-estar dos indivíduos. Esse artigo objetiva avaliar os níveis de qualidade de vida dos policiais militares que trabalham nas ruas do município de Marabá, Pará. Foi utilizado a aplicação do questionário validado pela Organização Mundial da Saúde para Qualidade de Vida, o WHOQOL-bref à 78 policiais militares em atividade no munícipio. Os resultados mostraram que, de maneira geral, os policiais referiram como positiva a percepção de sua qualidade de vida (44.9%). No entanto, quando questionados sobre a qualidade de sono, 38.5% classificaram negativamente. Além disso, muitos policiais relataram sentimentos negativos, como ansiedade e depressão, sendo que 42.3% afirmaram que sentiam algumas vezes, 19.3% frequentemente e 17.8% muito frequentemente. Isso denota que, embora estejam qualificando positivamente, mostram uma baixa percepção quanto a própria qualidade de vida. Nesse sentido, proporcionar subsídios quanto a valorização salarial, jornadas de trabalho menos extenuantes e valorizar a prática de exercícios físicos é fundamental para o aumento dos níveis de qualidade de vida desses profissionais.


Keywords


Qualidade de vida. Policiais, Ambiente de trabalho, Estresse ocupacional, Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-017

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