Nutrição enteral precoce e desfechos clínicos em pacientes críticos / Early enteral nutrition and clinical outcomes in critical patients

Larissa Araújo Maia, Edcleide Oliveira dos Santos Olinto, Gina Araújo Martins Feitosa, Renan Gondim Araújo, Karla Doralyce Gomes dos Anjos, Elisiandre Martins de Lima, Elivane Martins de Lima, Laiana Keylha Alexandre Barroso

Abstract


INTRODUÇÃO: A nutrição enteral precoce é preconizada pelas normas atuais em terapia nutricional, devendo ser executado entre 24-48 horas após a admissão na Unidade de Terapia Intensiva. Esse início precoce do suporte nutricional, principalmente por via enteral, é visto nos estudos atuais como fator que facilita a tolerância à dieta, reduz risco de disfunção da barreira intestinal, tempo de internação hospitalar, de mecânica, além de ser favorável no prognóstico dos pacientes. OBJETIVO: Investigar a relação entre o início precoce da terapia nutricional enteral, desfechos clínicos e volume infundido x prescrito em requerimento sob tratamento intensivo. METODOLOGIA: Estudo transversal, retrospectivo, realizado com adultos, de ambos os sexos, admitidos na unidade de terapia intensiva de um hospital público do município de João Pessoa-PB, no período de março a dezembro de 2018, através de coleta de dados presentes nas fichas de avaliação e acompanhamento nutricional. Foram coletadas das fichas as variáveis gênero, idade de início da nutrição enteral, dados de alta ou óbito, risco nutricional através da triagem, tolerância da dieta, além do peso, altura e circunferência do braço (CB). Para a triagem utilizada no instrumento Nutric, para a avaliação nutricional foram utilizados os indicadores índice de massa corporal e CB e classificações recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (2004) e Blackburn e Thornton (1979), e para tolerância da dieta utilizada a relação de> 70% do volume infundido x prescrito em 72 horas após o início da terapia nutricional. Coleta a coleta, os dados foram distribuídos no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 13. 0 e para a associação das variáveis foi utilizado o teste de Qui-Quadrado, considerando a diferença estatística quando o valor de p <0,05. RESULTADOS: Cento e dezesseis pacientes foram escolhidos, sendo a maioria do gênero feminino (53,4%). No que se refere ao início da dieta, 67,2%, teve a dieta alimentar precocemente, relacionada a mortalidade menor (14,3% versus 32,4%, p = 0,023). Comparando a tolerância a dieta versus tempo de início da terapia enteral, houve propensão a maior tolerância (volume prescrito superior a 70%) nos pacientes alimentados precocemente (76,9%), todavia sem significância estatística (p = 0,093). CONCLUSÃO: Os pacientes nutridos precocemente são beneficiados com menor mortalidade, e parece tolerar mais a dieta. considerando estatística de diferença quando o valor de p <0,05. RESULTADOS: Cento e dezesseis pacientes foram escolhidos, sendo a maioria do gênero feminino (53,4%). No que se refere ao início da dieta, 67,2%, teve a dieta alimentar precocemente, relacionada a mortalidade menor (14,3% versus 32,4%, p = 0,023). Comparando a tolerância a dieta versus tempo de início da terapia enteral, houve propensão a maior tolerância (volume prescrito superior a 70%) nos pacientes alimentados precocemente (76,9%), todavia sem significância estatística (p = 0,093). CONCLUSÃO: Os pacientes nutridos precocemente são beneficiados com menor mortalidade, e parece tolerar mais a dieta. considerando estatística de diferença quando o valor de p <0,05. RESULTADOS: Cento e dezesseis pacientes foram escolhidos, sendo a maioria do gênero feminino (53,4%). No que se refere ao início da dieta, 67,2%, teve a dieta alimentar precocemente, relacionada a mortalidade menor (14,3% versus 32,4%, p = 0,023). Comparando a tolerância a dieta versus tempo de início da terapia enteral, houve propensão a maior tolerância (volume prescrito superior a 70%) nos pacientes alimentados precocemente (76,9%), todavia sem significância estatística (p = 0,093). CONCLUSÃO: Os pacientes nutridos precocemente são beneficiados com menor mortalidade, e parece tolerar mais a dieta. teve a dieta determinada precocemente, relacionada a mortalidade relacionada a menor (14,3% versus 32,4%, p = 0,023). Comparando a tolerância a dieta versus tempo de início da terapia enteral, houve propensão a maior tolerância (volume prescrito superior a 70%) nos pacientes alimentados precocemente (76,9%), todavia sem significância estatística (p = 0,093). CONCLUSÃO: Os pacientes nutridos precocemente são beneficiados com menor mortalidade, e parece tolerar mais a dieta. teve a dieta determinada precocemente, relacionada a mortalidade relacionada a menor (14,3% versus 32,4%, p = 0,023). Comparando a tolerância a dieta versus tempo de início da terapia enteral, houve propensão a maior tolerância (volume prescrito superior a 70%) nos pacientes alimentados precocemente (76,9%), todavia sem significância estatística (p = 0,093). CONCLUSÃO: Os pacientes nutridos precocemente são beneficiados com menor mortalidade, e parece tolerar mais a dieta.

 

 


Keywords


nutrição enteral precoce, pacientes críticos, desfechos clínicos.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-367

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