Automedicação em acadêmicos do curso de medicina: Uma revisão sistemática / Self-medication in medical students: A systematic review

Sérgio Abeilard Andrade Goulart Filho, Diogo Aguiar de Almeida, Lívia Carla Moura Corrêa, Leandro Vespoli Campos, Maria Angelina Carvalho Pereira, Hugo Junqueira Ferraz Villela, Lívia Bertolin Bortolus, Mariana de Castro Machado, Ítalo de Castro Machado

Abstract


A automedicação em alunos do curso de medicina é um impasse de saúde pública mundial, que embora apresente um grande risco, é muito frequente na população como um todo. O objetivo desse estudo foi levantar o perfil dos estudantes da área da medicina frente ao consumo de medicamentos e quais eram os principais fármacos que fizeram uso por conta própria durante a graduação. Foram selecionados para o estudo 139 artigos, no qual 13 foram eleitos por cumprirem todos os pré-requisitos, e destes, 5 foram selecionados para a realização do presente estudo. De acordo com as bibliografias notou-se que no estudo de Silva (2012), a prevalência da automedicação nos alunos foi de 92%, e demonstrou que em cerca de 90,2% a classe de medicamento usado foi o de analgésicos comuns, seguido por anti-inflamatórios. Para Do Amaral Tognoli (2019), 62,19% dos entrevistados faziam uso de medicamentos que não exigiam prescrição. Além do mais, verificou-se uma predominância do sexo feminino na maioria dos entrevistados. Pelo fato de estarem inseridos na área da saúde, esperava-se que o consumo fosse mais reduzido e mais criterioso. A automedicação entre os estudantes de medicina é um problema importante e há uma elevada necessidade de ser abordada sobre a tema?tica da automedicac?a?o, a fim de que eles se conscientizem sobre essa prática.

 


Keywords


Automedicação, estudantes de medicina, analgésicos.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n5-322

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