Estado de exceção como regra: Práticas nazistas nos trotes universitários / State of exception as a rule: Nazi practices on college hazing

Carlos Frederico Almeida Rodrigues, Andressa Dahmer Colbalchini, Andressa Dahmer Colbalchini, Caroline Solana de Oliveira, Caroline Solana de Oliveira, Isadora Cavenago Fillus, Isadora Cavenago Fillus

Abstract


Medidas excepcionais estão se tornando normais. Em nossa realidade próxima deparamo-nos com inúmeras situações que ilustram o estado de exceção, dentre elas, os trotes universitários. Situações de violência na recepção de calouros são justificadas com frases como: "é só uma brincadeira", "não faz mal nenhum", "também passamos por isso". Esse olhar de excepcionalidade justifica o injustificável e faz várias vítimas, desde quem sofre o trote, mas também quem o pratica, pois o fazem sem dimensionar a crueldade cíclica que aceitam e reafirmam a cada ano nas universidades. O hostis generis humanis, que comete seus atos sem perceber que faz algo de errado. E é na busca de sair desses atos impensados que propomos algumas reflexões e concluímos que, da mesma forma que o Mal era inerente ao estado nazista, e não havia leis que o identificassem como errado, assim o é quando se trata da tradição do trote universitário.


Keywords


Faculdade de medicina, Ética, Moral, Desumanização, Individualidade.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n5-172

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