Subtipos de esquizofrenia / Sub-types of schizophrenia

Priscila Luzia Pereira Nunes, Taziane Mara da Silva, Cleidi Boing Voltolini, Eliézer Ferreira da Silva, Daniela de Cassia Faglioni Boleta-Ceranto

Abstract


INTRODUÇÃO: A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico complexo, caracterizado por distorções do pensamento, da percepção de si e da realidade externa. É uma psicose crônica idiopática de início precoce, associada a uma série de sintomas e sinais como alucinações, apatia, isolamento social e até suicídio, acometendo cerca de 1% da população mundial.  OBJETIVO: Revisar a literatura sobre os subtipos de esquizofrenia. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura com buscas nas bases de dados Lilacs e Medline. Foram cruzados com o operador booleano and os descritores ”esquizofrenia” e “tipos de esquizofrenia”. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados em português, entre os anos de 2010 a 2020 e disponíveis na íntegra. Como critério de exclusão considerou-se a não pertinência ao tema. Foram identificadas 20 publicações que contemplavam os critérios e 4 foram utilizadas. RESULTADOS: A esquizofrenia é subdividida em tipos, na qual cada uma possui características peculiares. A Esquizofrenia Paranóide caracteriza-se pela presença de ideias delirantes, frequentemente de perseguição, em geral acompanhadas de alucinações e de perturbações das percepções. Seus portadores são indivíduos tensos, desconfiados, hostis e muito agressivos, podendo cometer atos de violência. A Esquizofrenia Hebefrênica configura-se pela presença proeminente de uma perturbação dos afetos. Além disso, o pensamento é desorganizado, o discurso incoerente e há uma tendência ao isolamento social. A Esquizofrenia Catatônica é caracterizada por distúrbios psicomotores proeminentes que podem alternar entre extremos tais como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência automática e o negativismo. A Esquizofrenia Residual é caracterizada pela presença persistente de sintomas “negativos”,como alterações no comportamento, nas emoções e na interação social, embora não forçosamente irreversíveis e não com a mesma frequência dos outros tipos de esquizofrenia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, conhecer a esquizofrenia é de suma relevância na área da saúde para entendimento da doença em si bem como seus subtipos, o que permite o acompanhamento adequado do paciente e o tratamento que pode ser composto pela terapêutica medicamentosa e psicoterápica com o objetivo de otimizar a qualidade de vida do indivíduo acometido bem como a sociabilidade ao paciente e sua família.

 

 


Keywords


Esquizofrenia; Subtipos de esquizofrenia; Transtorno psiquiátrico.

References


GIRALDI, Alice; CAMPOLIM, Silvia. Novas abordagens para esquizofrenia. Cienc. Cult., São Paulo, v. 66, n. 2, p. 6-8, 2014.

OLIVEIRA, Renata Marques; FACINA, Priscila Cristina Bim Rodrigues; SIQUEIRA JUNIOR, Antônio Carlos. A realidade do viver com esquizofrenia. Rev. bras. enferm., Brasília , v. 65, n. 2, p. 309-316, 2012 .

RANGEL, B.L; SANTOS, A. Aspectos genéticos da esquizofrenia – revisão de literatura. Revista Uningá, v.16, n.3, p. 27-31, 2013.

SILVA, Amanda Mentes et al. Esquizofrenia: uma revisão bibliográfica. Revista UNILUS Ensino e Pesquisa, v. 13, n. 30, p.18-25, 2016




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n5-066

Refbacks

  • There are currently no refbacks.