Hanseníane na infância/Leprosy in the childhood

Francisca Regina Oliveira Carneiro, Letícia Viana Martins Beltrão, Carlos Victor da Silva Nascimento, Lucas Solano Araujo da Silva, Laís Carneiro dos Santos, Yasmin Maria Rocha Calderaro, Amanda Wosny Guimarães, Matheus dos Santos Cardoso

Abstract


Introdução: A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, causada pelo agente etiológico Mycobacterium leprae. Sua transmissão é por contato direto com o paciente infectado, por meio de secreções vindas das vias áreas ou contato com soluções de continuidade originadas pela patologia. As manifestações patológicas são decorrentes de uma resposta humoral ineficiente e a incapacidade dos macrófagos lisarem o M. leprae. Segundo a classificação de Madrid, existem quatro apresentações da hanseníase: indeterminada, tuberculoide, virchowiana e dimorfa. Além disso, é uma doença de notificação compulsória; é de difícil diagnostico em crianças, pois os sinais característicos não são facilmente reconhecidos e os testes neurodermatológicos estão prejudicados. Objetivos: Os autores relatam caso de hanseníase na infância destacando a importância do diagnóstico precoce. Relato de caso: Masculino, 8 anos, natural e residente em Belém, estudante, com queixa de manchas avermelhadas no rosto há seis meses. Já havia realizado tratamento com antifúngicos e corticoide tópico sem melhora clínica. Havia história familiar de hanseníase tratada há mais de dez anos. Ao exame dermatológico observaram-se placas eritemato-infiltradas, de limites imprecisos, contornos irregulares localizados na região frontal, malar direita e esquerda e no tronco. Apresentava também espessamento bilateral e simétrico de nervo ulnar. A baciloscopia foi positiva e o histopatológico foi compatível com hanseníase, forma dimorfa-tuberculóide.  Foi encaminhado para tratamento PQT-MB. Conclusão:  A hanseníase compromete preferencialmente adultos, sendo menos prevalente em crianças, principalmente em menores de 3 anos. A ocorrência da hanseníase na faixa etária infantil reflete a situação epidemiológica da doença, especialmente no que tange o diagnóstico tardio e a dificuldade no controle dos casos. Entre as formas clínicas da doença, a forma tuberculoide tende a ser a mais prevalente em crianças e o tratamento é semelhante ao do adulto com as doses sendo adequadas ao peso e a idade.


Keywords


Hanseníase, Relato de Caso, Dermatologia, Infectologia, Pediatria.

References


ARAÚJO, MG. Hanseníase no brasil. Revista da sociedade brasileira de medicina tropical, v. 36, n. 3, p. 373-382, 2003.

AZULAY RD, AZULAY DR, AZULAY-ABULAFIA L. Dermatologia. 6ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2015.

DE MENEZES VM, GUEDES JCR, FERNANDES LSA, HADDAD NM, LIMA RB, MARTINS ES, et al. Perfil clínico-epidemiológico de pacientes com hanseníase atendidos em hospital universitário no Rio de Janeiro entre 2008 e 2017. Medicina (Ribeirao Preto. Online), v. 52, n. 1, p. 7-15, 2019.

LASTÓRIA JC, ABREU MAMM. Hanseníase: Diagnóstico e Tratamento. Diagn Tratamento, v. 17, n. 4, p. 173-9, 2012.

BRASIL. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das DoençasTransmissíveis. Guia prático sobre a hanseníase [recurso eletrônico], Distrito Federal, 2017.

MONTALVÃO LM, MARQUES GL, DAHMER DSV, CREPALDI AA, SANT’ANA AP, SILVA LM. Diagnóstico e tratamento da hanseníase. Revista Faipe, v. 8, n. 1, p. 72-84, 2018.

QUAGLIATO, R. Classificação de lepra-Madrid, 1953: critério clínico. Rev Bras Leprol, v. 27, p. 17-32, 1999.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n5-035

Refbacks

  • There are currently no refbacks.