Processo de enfermagem aplicado na atenção à saúde da pessoa com incontinência urinária e fecal / Nursing process applied in the health care of the person with urinary incontinence e fecal

Valdemira Santina Dagostin, Magada Tessman, Karina Cardoso Gulbis, Neiva Junkes Hoepers, Luciane Bisognin Ceretta, Maria Madalena Santiago, Alessander Possoli

Abstract


Resumo: Define-se a Incontinência Fecal (IF) como a perda de fezes e/ou flatos, sendo que, quanto à sua classificação, não há consenso, no entanto, as mais utilizadas estão relacionadas aos sintomas, características das perdas, grupos de pacientes predisponentes ou grupos de supostas causa. A incontinência urinária (IU) é conceituada como qualquer perda involuntária de urina, seja ela por esforço, urgência, mista ou transbordamento, ocasionada principalmente por perda das funções de esfíncteres. Objetivo: A pesquisa teve como objetivo aplicar um instrumento de Consulta de Enfermagem próprio com intuito de futuramente  promover a validação com pacientes em situações de IF e IU a partir da Teoria do Déficit do autocuidado. Método: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, descritiva, transversal e de campo, realizada em um Centro Especializado de Reabilitação (CER) no Sul de Santa Catarina, durante os meses de fevereiro a maio de 2019. Os dados foram colhidos com aplicação do Processo de Enfermagem orientado pela Teoria do Déficit do autocuidado, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: os resultados mostraram fortalezas e fragilidades, sendo as fragilidades mais relacionados ao exame físico para avaliação do assoalho pélvico. Conclusões: é de grande valia pois além de nortear a pratica profissional do Enfermeiro focaliza nas questões especificas do paciente.


Keywords


Processo de Enfermagem, Atenção à saúde, Incontinência Urinária e fecal.

References


National Institute for Health and Care Excellence. Faecal incontinence: The management of faecal incontinence in adults. London, Manchester: NICE. 2007:41

Yusuf SAI, Jorge JMN, Habr-Gama A, Kiss DR, Rodrigues JG. Avaliação da qualidade de vida na incontinência anal: validação do questionário FIQL (Fecal Incontinence Quality of Life). Arq. Gastroenterol. 2004;41(3):202-8.

Minassian VA, Sun H, Yan XS, Clarke DN, Stewart WF. The interaction of stress and urgency urinary incontinence and its effect on quality of life. Int Urogynecol J. 2015;26(2):269-76.

Marques LP, Schneider IJC, Giehl MWC, Antes DL, d’Orsi E. Demographic, health conditions, and lifestyle factors associated with urinary incontinence in elderly from Florianópolis, Santa Catarina, Brazil. Rev Bras Epidemiol. 2015;18(3):595-606.

Deoti B, Rodrigues S, Buzatti KCLR, Durço VN, de Sousa PHM, Souza TDGS, de Morais TG. Abordagens terapêuticas nos pacientes portadores de incontinência anal, com enfoque na irrigação transanal/Therapeutic approaches in patients with anal incontinence, focusing on transanal irrigation. Brazilian Journal of Health Review. 2020;3(1):325-341.

Santos SMR, Jesus MCP, Amaral AMM, Costa DMN, Arcanjo RA. A consulta de enfermagem no contexto da atenção básica de saúde em Juiz de Fora, Minas Gerais. Texto contexto – Enferm. 2008;17(1):124-30.

Kwon BE, Kim GY, Son YJ, Roh YS, You MA. Quality of life of women with urinary incontinence: a systematic literature review. Int Neurourol J. 2010;14(3):133-8.

Borges LTD, Wanderley TPSP, Nobre IRS, da Costa SS, de Toledo GVVA. Processo de enfermagem na saúde mental/Nursing process in mental health. Brazilian Journal of Health Review. 2020;3(1):396-405.

Santos FOF, Montezeli JH, Peres AM. Autonomia profissional e Sistematização da Assistência de Enfermagem: percepção de enfermeiros. Reme Rev Min Enferm. 2012;16(2):251-7.

Garcia TR, Nóbrega MML. Processo de enfermagem e os sistemas de classificação dos elementos da prática profissional: instrumentos metodológicos e tecnológicos do cuidar. In: Santos I, Figueiredo NMA, Padilha MICS, organizadores. Enfermagem assistencial no ambiente hospitalar: realidade, questões, soluções. 1a ed. São Paulo (SP): Atheneu; 2004. v. 2, p. 37-63. .

Foster PC, Janssens NP. Dorothea E. Orem. In: George JB. Teorias de Enfermagem: os fundamentos para a Prática Profissional. 2a ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 1999. p. 105- 64.

Espirito Santo FH, Porto IS. De Florence Nightingale às perspectivas atuais sobre o cuidado de enfermagem: a evolução de um saber/ fazer. Esc Anna Nery 2006;10(3):539-46.

Pesut DJ, Herman JA. Clinical reasoning: the art and science of critical and creative thinking. Albany (NY): Delmar; 1999.

De Limal, JJ, VieiraII, LGD, Nunes, MM. Processo de enfermagem informatizado: construção de tecnologia móvel para uso em neonatos. Rev Bras Enferm. 2018;71(suppl 3):1352-9.

DANTAS, Cilene Nunes; SANTOS, Viviane Euzébia Pereira, TOURINHO, Francis Solange Vieira. A consulta de enfermagem como tecnologia do cuidado à luz dos pensamentos de Bacon e Galimberti. Texto Contexto Enferm, 2016; 25(1):e2800014

MENDONÇA, S.B.P. Construção de um instrumento de avaliação do autocuidado dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2. 2016. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, 2016.

Meleis AI. Theoretical nursing: development & progress. 5 ed. Philadelphia: Lippincott Willians & Wilkins, 2012.

Tannure MC, Pinheiro AM. SAE Sistematização da assistência de enfermagem: guia prático. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2010.

Tomey, A. M., & Alligood, M. R. (2007). Teóricas de enfermagem e a sua obra. Loures, Portugal: Lusociência.

Hermida PMV; Araujo IEM. Sistematização da assistência de enfermagem: subsísios para implantação. Rev bras enferm. 2006;59(5):675-679.

Silva CMC, Teixeira ER. Exame físico e sua integralização ao processo de enfermagem na perspectiva da complexidade. Esc. Anna Nery [Internet]. 2011;15(4):723-9.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n5-011

Refbacks

  • There are currently no refbacks.