Análise do conhecimento sobre o autocuidado com acesso vascular em pacientes hemodialíticos atendidos em um hospital de Belém-Pará / Analysis of knowledge about self-care with vascular access in hemodialytic patients attended in a hospital in Belém-Pará

Fábio de Azevedo Gonçalves, Darah Fontes da Silva Assunção, Fideralina Augusta da Silva Paes, David Henrique Kirzner Pires, Allan Jhones Costa Gomes, José Maciel Caldas dos Reis

Abstract


Introdução: A expressão Insuficiência Renal Crônica (IRC) refere-se a um diagnóstico sindrômico de perda progressiva da filtração glomerular (FG). Objetivo: Avaliar o grau de autocuidado de pacientes em hemodiálise por fístula arteriovenosa, prótese e cateter de duplo lúmem. Metodologia: O estudo em questão foi realizado a partir de uma pesquisa com abordagem quantitativa do tipo descritivo, transversal, permitindo que faça uma análise acerca do grau de conhecimento sobre o autocuidado com o acesso vascular em pacientes hemodialíticos com 106 pacientes de um hospital. Resultados: Verifica-se que há uma predominância do sexo masculino (57; 53,8%), com idade entre 34 e 47 anos. A maioria significativa (p<0,05) dos pacientes estudou entre 5 e 9 anos (49; 46,2%), recebe entre um e dois salários mínimo (55; 51.9%) e são casados (61; 57,5%). Verifica-se que a maioria significativa (p<0,05) dos pacientes concorda que não deve utilizar o membro da FAV para aplicação de injeção (93; 87,7%), administração de soro (90; 84,9%) e aferição da pressão arterial (93; 87,7%). A maioria procura constantemente sinais de vermelhidão, edema ou secreção na FAV (87; 82,1%), e 83 (78,3%) afirmaram que não podem fazer qualquer tipo de exercício físico. Conclusão: Os pacientes avaliados apresentaram informações semelhantes aos presentes na população geral e de outros estudos na literatura, dessa forma é possível dizer que: homens, acima de 55 anos, e de baixo nível socioeconômico e escolar são mais propensos a necessitar de terapia renal substitutiva. A maioria dos pacientes demonstrou conhecer é entendida sobre os cuidados com o acesso e mais da metade sabe as condutas iniciais em frente das complicações mais frequentes, o que se traduz em menores índices de complicações ou trocas de acesso.

Keywords


Diálise Renal, Conhecimento, Epidemiologia.

References


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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-299

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