Prevalência dos sintomas de estresse nos estudantes de medicina em uma universidade de Sergipe / Prevalence of stress symptoms in medical students at a Sergipe university

Tiago Almeida Costa, Maria Adriely Cunha Lima, Julyana de Oliveira Gomes, Mariana Siqueira Menezes, Halley Ferraro Oliveira

Abstract


Introdução: Grande parte da sociedade atual está exposta a elevados níveis de estresse. Existem múltiplos agentes estressores durante a graduação de Medicina que contribuem para o comprometimento da saúde física e mental dos estudantes. Considerando ser uma temática de estudo pouco pesquisada, este trabalho visa trazer à tona a necessidade de mais estudos para que ocorram as devidas intervenções neste grupo, visando elaborar tratamentos e ações preventivas para melhor manejo do estresse. Objetivos: Identificar a presença de sintomas e a prevalência das fases do estresse em estudantes do curso de Medicina da UFS; identificar em qual gênero existe maior quantidade de sintomas; identificar os tipos de sintomas psicofisiológicos mais e menos prevalentes; identificar a associação dos sintomas com o sexo; comparar os níveis de estresse em estudantes do ciclo básico e clínico. Materiais e métodos: Estudo realizado em curso de Medicina de novembro de 2018 a fevereiro de 2019 com amostra do tipo conveniência com 157 estudantes que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam a um Inventário de Sintomas de Estresse de Lipp. Cálculo amostral para populações finitas, com erro amostral de até 5%, nível de confiança de 95% para uma população de589 alunos. Dados analisados e programa utilizado: frequências e percentuais das variáveis qualitativas; e da média, mediana, desvio padrão, mínimo e máximo das variáveis quantitativas. Foram utilizados o teste Qui-quadrado e o teste T de student. Resultados: Do universo estudado, percebeu-se que 77 (49%) acadêmicos são do gênero feminino e 80 do gênero masculino (51%). Nos resultados, a fase de Resistência apresentou a maior média de sintomas (4,8); o sintoma mais prevalente da fase I foi: tensão muscular (46,5%); o sintoma mais prevalente da fase II foi: sensação de desgaste físico constante (61,8%); e o sintoma mais prevalente na fase III: hipersensibilidade emotiva (59,2%). Evidenciou-se que apenas a quantidade de sintomas apresentados nos estudantes na Fase II apresentou diferenças estatisticamente significativa de acordo com o sexo (p-valor=0,002) e que as mulheres apresentam em média (5,4) mais sintomas que os homens (4,2). Conclusão: O artigo adiciona informações aos estudos que relacionam o estresse no estudante de medicina. Observa-se também a importância dos estudos nessa área de modo que seja possível desenvolvimento de intervenções a fim da melhoria na qualidade de vida estudantil.


Keywords


Estudantes, Estresse, Medicina.

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DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-192

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