Sífilis congênita no município de Jataí: Um estudo transversal / Congenital syphilis in the municipality of Jataí: A cross-sectional study

Ellen Moreira Cordeiro, Aryelle Ferreira de Freitas, Izabella Costa Amaral, Marcos de Paula Oliveira Santos, Murilo Correa de Miranda Gomes, Thayanne Souza Moreira Ramos, Edlaine Faria de Moura Villela

Abstract


1 INTRODUÇÃO

A sífilis é uma doença infecciosa causada pelo Treponema pallidum, de transmissão predominantemente sexual. Sua forma congênita é decorrente da disseminação hematogênica da bactéria da gestante não tratada para o seu concepto, por via transplacentária. A transmissão pode ocorrer em qualquer fase da gestação e em qualquer estágio da doença, sendo possível ocorrer durante o parto. Cerca de 40% dos casos podem evoluir para aborto espontâneo, natimorto e óbito perinatal. A sífilis congênita é uma doença de notificação compulsória no Brasil.

 

2 OBJETIVO

Descrever o perfil epidemiológico da sífilis congênita em Jataí, Goiás, no período de 2010 a 2017.

 

3 MATERIAIS E MÉTODOS

Os dados foram coletados no Departamento de Informática do SUS (DataSUS), no período estabelecido na pesquisa. As variáveis coletadas foram: escolaridade da mãe; se a mãe realizou ou não pré-natal; momento de confirmação da sífilis materna; ocorrência ou não de tratamento do parceiro; e evolução da doença.

 

4 RESULTADOS

Entre os anos de 2010 e 2017 foram confirmados 141.185 casos, sendo 1.798 em Goiás e 57 no município de Jataí. Dos 57 casos confirmados em Jataí, dois evoluíram a óbito. 95,6% das mães realizaram pré-natal, sendo 85,9% dos casos de sífilis materna diagnosticados nesse momento, 8,7% no momento do parto e 5,2% após o parto. Quanto à escolaridade, 63,1% tinham ensino fundamental incompleto, 12,3% médio incompleto, 15,7% superior incompleto e 8,7% sem informações. Houve tratamento de 43,8% dos parceiros.

5 CONCLUSÃO

Com a realização deste trabalho, nota-se a relevância da realização do pré-natal realizado em Jataí relacionado ao bom desempenho no momento de diagnóstico da doença. A prevalência é maior em indivíduos com menor escolaridade, transparecendo que a desinformação é fator de risco para o contágio da doença. Assim, ainda é preciso investir na sensibilização dos parceiros para a realização do tratamento, por meio de políticas públicas de saúde e programas inovadores específicos, visando a prevenção, tratamento e promoção da saúde deste grupo populacional para mitigação desta enfermidade no sudoeste goiano.


References


Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN). Sífilis Congênita. Disponível em . Acesso em 15 de maio de 2018.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-167

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