Associação de Psicofármacos com outras terapias: O cuidado ao dependente químico sob a perspectiva interprofissional / Association of psychopharmaceuticals with other therapies: The care of the chemical dependent from an interprofessional perspective

Ruth Guimarães da Silva Soares, Gabriel de Lima Araújo, Mayara Xavier dos Santos, Laís Rodrigues de Melo, Neudson Johnson Martinho

Abstract


A utilização de psicofármacos no tratamento da dependência química, ao ser complementada com outras abordagens terapêuticas, têm demonstrado impactos positivos no que tange à atenuação da síndrome de abstinência, tratamento das comorbidades e prevenção de recaídas. Nesta perspectiva, o grupo de pesquisas PEMEDUTS desenvolveu este estudo descritivo, exploratório e bibliográfico, com abordagem qualitativa, objetivando desvelar e socializar a eficácia do cuidado interprofissional na recuperação dos dependentes químicos em uso de psicofármacos. Consideramos que o processo terapêutico, na dimensão da saúde mental, transcende apenas o uso apenas de psicofármacos, este deve ser associado a outras abordagens terapêuticas, sobretudo as que busquem levar o dependente a identificar traumas contidos no seu inconsciente e que promovam o diálogo entre este e sua família, restabelecendo assim os vínculos afetivos. Somente com abordagens interprofissionais e interdisciplinares será possível alcançar êxito na recuperação de adictos.  A terapia deve ser multidimensional, para que se possa compreender e ajudar o dependente a se livrar da drogadicção. Diferentes olhares, saberes e fazeres profissionais devem se complementar no processo terapêutico, para que ao final realmente se consiga resgatar e manter a saúde mental do jovem dependente químico e de seus entes queridos.


Keywords


Transtornos, Psicotrópicos, Interdisciplinaridade.

References


ALARCON, S.; BELMONTE, P. R.; JORGE, M. A. S. O campo de atenção ao dependente químico. In: ALARCON, S.; JORGE, M.A.S (Orgs.). Álcool e outras drogas: diálogos sobre um mal-estar contemporâneo. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2012.

ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais - DSM. 5 ed. Porto Alegre: Artmed; 2014.

BALDISSERA, L., et al. Perfil nutricional e da dependência química de usuários de uma comunidade terapêutica: elementos para a intervenção. Nutrição Brasil, Chapecó, 2009; 8 (6): nov-dez.

BARREIRO, E. J.; FRAGA, C. A. M. Química medicinal: as bases moleculares da ação dos fármacos. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2015.

BRASIL. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas [Internet]. LENAD Família – Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos; c2014. [acesso em 08 de jan. 2019. Disponível em: https://inpad.org.br/_lenad-familia/

BRASIL. Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Comunidades Terapêuticas: temas para reflexão. Rio de Janeiro: IPEA; 2018.

BRASIL. Resolução Conselho Federal de Nutricionistas, nº 600, de 25 de fevereiro de 2018 (20 de maio, 2018).

BRASIL. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) [Internet]. Neurobiologia: mecanismos de reforço e recompensa e os efeitos biológicos e os efeitos comuns às drogas de abuso, 2016. [acesso em 02 fev. 2019]. Disponível em: http://www.aberta.senad.gov.br/medias/original/201612/20161212-174315-002/pagina-02.html.

DELEVATI, D.; CLARO, L. V.; SOUZA, M. B. Utilização da música como um redutor de ansiedade no tratamento da dependência química. In: Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 7, n. 3, 14 fev. 2015.

DUARTE, M. P. C., et al. Controle do Uso Abusivo do Álcool com Psicofármacos. Rev enferm UFPE online. 2018; 12 (3), 790-800.

FIGLIE, N. B.; BORDIN, S.; LARANJEIRA, R. Aconselhamento em Dependência Química. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

FONSECA, V. A. S.; LEMOS, T. Farmacologia na dependência química. In: Diehl Alessandra; et al. (ORGs.). Dependência química: prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed; 2011.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

GOLAN, D. E., et al. Princípios de Farmacologia - a base fisiopatológica da farmacoterapia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.

HESS, A. R. B.; ALMEIDA, R. M. M.; MORAES, A. L. Comorbidades psiquiátricas em dependentes químicos em abstinência em ambiente protegido. Rev. Estud. Psicol, Natal, 2012; 17 (1), 171-8.

KNEVITZ, M. F.; BUCCINI, D. F. Psicofármacos no Tratamento da Dependência Química: Uma Revisão. RIES, 2018; 7 (1), 205-19.

LIMA, E. S. Quantidade, qualidade, harmonia e adequação: princípios-guia da sociedade sem fome em Josué de Castro. Rev. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, 2009; 16 (1), 171-94.

LIMA, T. C. S.; MIOTO, R. C. T. Procedimentos metodológicos na construção do conhecimento científico: a pesquisa bibliográfica. Rev. Katál. Florianópolis; 2007, v. 10, (esp.) p. 37-45.

MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2018.

MARTINHO, N. J., ARAÚJO, G. L. A fala e escuta como possibilidade de enfrentamento biopsicossocial no tratamento da dependência química. In: Tópicos em Ciências da Saúde. Volume 16. Organização Editora Poisson – Belo Horizonte - MG: Poisson, 2020. P. 120-123.

MARTINS, C. C. B., et al. O Processo de Recuperação do Dependente de Crack. Revista Inova Saúde, Criciúma, 2015; 4 (2), 76-99.

NETO, J. A.; LEITE, L. H. I.; ROCHA, P. G. L. Uso de Psicofármacos e Práticas Corporais para a Saúde em um Grupo Terapêutico. Sanare - Revista de Políticas Públicas, v. 16, p.42-50, 2017.

RIBEIRO, L.S., ROCHA, D. G., BRAGÉ, É. G., RAMOS, D. B., VRECH, L. R. Enfrentamento da dependência química na gestação por meio de grupos terapêuticos. Braz. J. Hea. Rev., Curitiba, v. 3, n. 2, p.1437-1445 mar./apr. 2020.

RODRIGUES, B.; ISAAC, R. A influência da música nos métodos de cura da atualidade. Revista Integratio, 2016; 2 (2), 61-4. Disponível em: . Acesso em: 24 de fev. 2020.

ROMÃO, S. L. S. Os diferentes caminhos da música - um olhar sobre a musicoterapia. Anais Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão; 19 a 22 de outubro 2015; Presidente Prudente, São Paulo. Colloquium Humanarum: 2015.

ROSA, A. T. Alcoolismo e comorbidades: um estudo sobre os principais transtornos no campo da saúde mental [Internet]. Brasília (DF): Universidade de Brasília; 2015. [citado em 09 de out 2019]. Disponível em: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/11291/1/2015_AcenciaTercioRosa.pdf.

SABINO, N. M.; CAZENAVE, S. O. S. Comunidades terapêuticas como forma de tratamento para a dependência de substâncias psicoativas. Rev. Estudos de Psicologia, Campinas, 2005; 22 (2), 167-74.

SAMPIERI, R. H.; COLLADO, C. F.; LUCIO, M. P. B. Metodologia de pesquisa. 5. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2010.

SCHEFFER, M.; PASA, G. G.; ALMEIDA, R. M. M. Dependência de Álcool, Cocaína e Crack e Transtornos Psiquiátricos. Rev. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 2010; 1 (3), 533-41.

SOUSA, K. R. S., et al. Comorbidades psiquiátricas em dependentes de substâncias psicoativas: drogas lícitas e ilícitas. Anais II Congresso Brasileiro de Ciências da Saúde (II CONBRACIS); 14 a 16 junho de 2017; Campina Grande; 2017.

TEO, C. R. P. A.; BALDISSERA, L.; RECH, F. R. F. Adequação da alimentação ao perfil dos dependentes químicos em uma comunidade terapêutica: um estudo de caso. Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog. (Ed. port.), Chapecó, 2011; 7 (3), 119-25.

ZANETTI, L. L., et al. Tratamento Medicamentoso e não Medicamentoso de Usuários de um Centro de Atenção Psicossocial. Rev. Scientia Medica, 2017; 27 (4), 1-10.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-137

Refbacks

  • There are currently no refbacks.