Perfil dos pacientes submetidos ao processo de planejamento reprodutivo / Profile of patients undergoing the reproductive planning process

Carolina Silva de Sousa, Adriana Elisa dos Santos Terra, Poliana Castro de Resende Bonati, André Luiz Silva de Sousa, Priscila Dezuani Romanoel, Efigenia Aparecida Maciel de Freitas

Abstract


Estabelecido pela Constituição Federal e pela Lei n° 9.263, de 1996, o planejamento reprodutivo, mais comumente conhecido como planejamento familiar, é definido como o conjunto de ações de controle da fecundidade que garante ao casal, à mulher ou ao homem, direitos iguais de limitação, constituição ou aumento da prole (BRASIL, 2014). OBJETIVO: Analisar o perfil dos pacientes que participaram do programa planejamento reprodutivo, com enfoque naqueles que não concluíram o processo. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo censitário de abordagem quantitativa, sendo que o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da UFU (Número do parecer: 3.014.121). A coleta de dados ocorreu no período de setembro de 2018 a outubro de 2018, tendo sido realizada no setor de arquivos do Hospital de Clínicas de Uberlândia, na cidade de Uberlândia - Minas Gerais e por meio de ligações telefônicas. RESULTADOS: Participaram do estudo 202 indivíduos que passaram pelo planejamento reprodutivo no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2018, sendo que 83,1% eram mulheres, com idades entre 13 a 48 anos, e 16,8% eram homens, com idades entre 27 a 55 anos. Observou-se que a maioria dos participantes (60,7%) era casada, que a procura pelo serviço foi maior entre as pessoas com 2 ou mais filhos (49,0%) e que a maioria (59,4%) optou pelo DIU como método contraceptivo. Quanto aos que não concluíram o processo, sendo 26 pacientes (12,8%), foi possível fazer contato com apenas nove, destes, dois eram homens, um desistiu da vasectomia, por medo da cirurgia, três mulheres disseram que têm o desejo de dar continuidade ao processo e seis optaram pelo anticoncepcional oral. CONCLUSÃO: Verificou-se com este estudo que, ainda que de maneira discreta, houve participação dos homens no processo de planejamento reprodutivo. Como evidenciado em outros estudos, a maioria das pessoas que participaram do planejamento reprodutivo eram casadas e possuíam dois filhos ou mais. Ocorre que o percentual de pacientes que não concluíram o processo encontrado neste estudo foi de (12,8%), resultado bom, considerando que se obteve 87,2% de adesão aos métodos e conclusão do processo.


Keywords


Planejamento familiar, Anticoncepção, Saúde reprodutiva

References


AMORIM, F. A.; BONIFÁCIO, G. M. O. Tendências e diferenciais na prevalência dos métodos contraceptivos: uma análise a partir das dhs´ s realizadas no brasil. Anais Abep, p. 1-20, 2016.

BRASIL. Lei nº 9263, de 12 de janeiro de 1996. Regula o parágrafo 7º do art. 226 da Constituição Federal que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 15 dez. 1996.Disponível em:. Acesso em: 01 jun. 2017.

BRASIL, Ministério da Saúde. Relatório final da pesquisa Nacional de demografia e saúde. Brasília. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança, e da Mulher. 2006. Disponível em:

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. ÁreaTécnica de Saúde da Mulher. Assistência em Planejamento Familiar: Manual Técnico. 4. ed.Brasília, DF, p. 7-11, 2002.

BRASIL. Planejamento familiar. 2014. Disponível em:. Acesso em: 01 jun. 2017.ofissionai

CORRÊA, D. A. S. et al. Fatores associados ao uso contraindicado de contraceptivos orais no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 51, n. 1, p. 1-10, 2017.

FERNANDES, I. A. C. et al. Saúde reprodutiva da mulher: fatores determinantes na escolha dos métodos contraceptivos. Renome, v. 5, n. 2, p. 88-107, 2017.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 4. ed., p. 42, 2002.

HAYASHI, A. M. L.; NOGUEIRA, V. O. Escolha dos métodos contraceptivos de um grupo de planejamento familiar em uma UBS de Guarulhos. Saúde Coletiva, v. 1, n. 1, p. 120-123, 2007.

HOCHMAN, B. et al. Research designs. Acta Cirúrgica Brasileira, v. 20, p. 3, 2005.

MEDEIROS, M. Pesquisas de abordagem qualitativa. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 14, n. 2, p. 224, 2012.

MENDES, M. S. F.; MARTINS, T. C. R.; LEITE, L. K. Assistência de enfermagem e o planejamento reprodutivo. In: SOUZA, Kleyde Ventura de et al. (Org.). Saúde da Mulheres e Enfermagem. Belo Horizonte: Traço Atual, cap. 8, p. 120-143, 2017.

MOREIRA, K. A. P. et al. Causas e características da resistência à vasectomia em homens. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, v. 9, n. 2, 2008.

MOURA, E. R. F. et al. Perfil demográfico, socioeconômico e de saúde reprodutiva de mulheres atendidas em planejamento familiar no interior do Ceará. Rev. baiana saúde pública, v. 4, n. 1, p. 119-133, 2010.

NOGUEIRA, I. L. et al. Participação do homem no planejamento reprodutivo: revisão integrativa. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, v. 10, n. 1, p. 242-247, 2018.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Planejamento familiar: Um manual global para profissionais. p. 4, 2007.

PENAFORTE, M. C. L. F. et al. Conhecimento, uso e escolha dos métodos contraceptivos por um grupo de mulheres de uma unidade básica de saúde em Teresópolis, RJ. Cogitare Enfermagem, v. 15, n. 1, p. 124-130, 2010.

PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, p. 128, 2013.

SILVA, G. M. S. et al. Análise da automedicação no município de Vassouras–RJ. Informa v. 17, n. 5/6, 2005.

SILVA, J. M. B.; NUNES, M. A. Planejamento familiar: uma base de dados Family planning: a database. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, v. 9, n. 2, p. 510-519, 2017.

VIELLAS, E. F. et al. Assistência pré-natal no Brasil. Cadernos de saude publica, v. 30, p. S85-S100, 2014.




DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n4-130

Refbacks

  • There are currently no refbacks.